Juíza abandona processo

Em outubro de 1991 a juíza Yvonne Santiago Marinho, da 2ª vara criminal do fórum de Belém, a quarta mais antiga do Estado, anunciou seu desligamento da presidência do processo que, nos três anos anteriores, vinha apurando o assassinato do deputado estadual João Carlos Batista, do PSB, ocorrido em dezembro de 1988. Ela fez o anúncio minutos antes de iniciar a acusação de Péricles Ribeiro Moreira e Roberto Cirino de Oliveira, apontados como autores do assassinato, que, no entanto, negaram a imputação.

A juíza atribuiu sua iniciativa às pressões que vinha recebendo da mãe do deputado assassinado, às quais não reagia alegando seu “respeito pelo idoso”. Para encerrar a instrução faltava apenas um procedimento formal antes da sentença. A própria juíza, que se dizia convencida da culpa dos dois acusados, reconheceu que sua atitude era inusitada.

(O Liberal, Belém/PA, 06/10/1991)