Treze hidrelétricas na Amazônia

O Plano 2010 da Eletrobrás indicou 13 hidrelétricas como as principais obras a serem executadas com a restrição dos investimentos estabelecida pelo governo federal. Elas representavam a geração de mais de 17 milhões de quilowatts, 40% da potência então instalada no Brasil, de 47 milhões de kw.

Do total, 3 hidrelétricas seriam no norte: Tucuruí II, indispensável para o balanço de energia elétrica do sistema interligado Norte/Nordeste; Cachoeira Porteira, que livraria Manaus definitivamente da dependência de petróleo para geração de energia; e Manso, considerada fundamental para o atendimento à região polarizada por Cuiabá, no Mato Grosso.

Se conseguisse os recursos, até 2000, a Eletronorte construiria 11 hidrelétricas na Amazônia, que inundariam 0,2% da região, gerando mais de 21 milhões de kw. A Eletronorte garantia que, com suas obras, as comunidades indígenas foram mais beneficiadas do que prejudicadas. Argumentava que haviam sido demarcados quatro milhões de hectares e todos os terrenos próximos às usinas tiveram seu usufruto assegurado aos índios.

(O Liberal, Belém/PA, 07/06/1989)