A Rússia e a Amazônia

A salvação das florestas tropicais exigiria o investimento de um bilhão de dólares em cinco anos, segundo os cálculos apresentados em novembro de 1988 pelo vice-chanceler da então União Soviética, Vladmir Petrovsky.

Em entrevista coletiva dada em Moscou, ele transmitiu a impressão dos especialistas russos de que a floresta amazônica brasileira se encontrava “num estado lamentável”.

Para combater a desertificação dos países africanos, Petrovsky calculou em US$ 5 bilhões as necessidades de investimento. Já para limpar as águas do Golfo Pérsico seriam necessários US$ 30 bilhões.

O vice-chanceler disse que o desastre ecológico não só é uma ameaça mais perigosa para a humanidade do que o holocausto nuclear, “porque ocorre pouco a pouco”.

(O Estado de S. Paulo, São Paulo/SP, 19/08/1988)