Contra o carvão vegetal

A Secretaria de Saúde Pública do Pará completou, em outubro de 1989, a desativação de 180 fornos produtores de carvão vegetal que funcionavam dentro da cidade de Marabá. Ao queimar a madeira, esses fornos poluíam a cidade com fumaça e fuligem, provocando irritação nos olhos, infecções respiratórias e reações dermatológicas na população.

Dez serrarias operavam esses fornos, fornecendo carvão para as usinas das empresas Cosipar e Simara. Para produzir 180 toneladas diárias de ferro-gusa, elas consumiam 144 toneladas de carvão vegetal. Com o aumento da capacidade de produção ainda no final daquele ano, o consumo de carvão subiria para duas mil toneladas/dia.

(O Liberal, Belém/PA, 23/10/1988)