Sudam: projetos cancelados

Pela primeira vez em 35 anos de existência do órgão, o superintendente da Sudam, José Diogo Cyrillo da Silva, determinou o cancelamento de projetos aprovados sem consultar o Conselho Deliberativo (Condel). Sete projetos de colaboração financeira, no valor de 200 milhões de reais, foram cancelados pelo superintendente “ad referendum” do colegiado.

A medida foi adotada com base na suspeita de fraude nos documentos apresentados pelas empresas para a aprovação dos seus projetos. Os cancelamentos atingiram a Camazon Camarões da Amazônia, Suinpar Comércio da Amazônia, Arbol da Amazônia Indústrias Reunidas e Laminares Metal Norte, todas no Pará, mais Agroindustrial Barão de Melgaço, em Rondônia; Cimacer Comércio e Indústria de Materiais Cerâmicos, no Amapá, e Fazenda Rio Pintado, a única que ainda não havia recebido dinheiro dos incentivos fiscais.

A Sudam, que sofreu intervenção do governo federal devido a muitas irregularidades reveladas publicamente sobre a concessão de incentivos, tinha em sua carteira, nessa época, 548 projetos ativos. Neles, a colaboração financeira oficial somava mais de R$ 1 bilhão. O orçamento anual do órgão para 2001 superava R$ 400 milhões.

(Gazeta Mercantil Pará, Belém/PA, 12/04/2001)