Colonização na Transamazônica

Em julho de 1971, o presidente do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), José de Moura Cavalcanti, anunciou que em três anos, até 1974, 100 mil famílias de colonos estariam assentadas ao longo da Transamazônica, principalmente num polígono de terras Altamira, no Pará, com solos de alta fertilidade.

A média seria de seis mil famílias assentadas por mês. Cada uma delas receberia do Incra um lote de 100 hectares, uma casa de 52 metros quadrados e um salário mínimo durante seis meses. O instituto custearia todas as despesas de recrutamento e transferência de colonos.

Eles receberiam na Transamazônica financiamento do Banco do Brasil, principalmente para cultivos de café e cacau, com carência de três anos e oito para quitar a dívida. Todas as famílias teriam acesso à educação nos seus lotes.

(Folha do Norte, Belém/PA, 16/07/1971)