Os soldados da borracha

Pelos Acordos de Washington, que assinou com os Estados Unidos, o Brasil se comprometeu a recrutar 50 mil trabalhadores para produzir a borracha necessária aos países aliados durante a Segunda Guerra Mundial, assentando-os nos seringais da Amazônia.

O contrato inicial, assinado entre a Rubber Development Corporation e a SEMTA, criada para realizar o recrutamento de mão-de-obra (sucedida posteriormente pela CAETA), não foi cumprido integralmente, exigindo um aditivo.

Encerrada a conflagração, 48.891 trabalhadores, de retorno dos seringais nos altos rios amazônicos, passaram, em 1946, pelas hospedarias do serviço de imigração, em Belém, dos quais 15.547 sob a responsabilidade dos seringalistas.

(A Província do Pará, Belém/PA, 19/04/1947)