Proteção à pesca

Em 1971 a Sudepe (Superintendência de Desenvolvimento da Pesca) considerou Belém área prioritária para ocupar, com a indústria nacional, a área do mar territorial de 200 milhas no litoral norte, na qual vinham atuando principalmente empresas estrangeiras.

Essa área abrange quase 500 milhas, com potencialidade então estimada de 45 mil toneladas de camarão, sendo considerado o maior banco camaroneiro do mundo. Belém foi selecionada para basear o plano por ser o ponto de convergência de toda a região litorânea do Maranhão ao Amapá.

Na cidade estavam instaladas oito indústrias pesqueiras, com uma frota de 29 navios. No litoral, antes do decreto do mar territorial de 200 milhas, atuavam mais de 500 barcos estrangeiros, dos quais 450 do Suriname, com capacidade de capturar até 5 mil toneladas de camarão, processadas em alto mar por um navio-fábrica com capacidade para 3 mil toneladas. O destino do produto eram os Estados Unidos.

A Sudepe pretendia apoiar a compra de 25 novos barcos nacionais e a instalação de mais uma empresa de pesca. Para ampliar o conhecimento sobre a área, estava deslocando dois barcos de pesquisa, batizados de Riobaldo e Diadorim, com o apoio de várias instituições científicas. Além do camarão, uma das espécies de maior interesse era a piramutaba, peixe que pode alcançar 100 quilos, muito consumido nos EUA.

(Folha do Norte, Belém/PA, 11/07/1971)