Zoneamento em Rondônia

Em junho de 2000, Rondônia se tornou o primeiro Estado brasileiro a coincluir um completo zoneamento ecológico-econômico do seu território, exigência estabelecida em 1981, quando foi instituída a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). O trabalho consumiu 10 anos e o equivalente a 19 milhões de dólares, financiados pelo Banco Mundial.

Na verdade, esse foi o segundo zoneamento feito no Estado. O primeiro, concluído 10 anos antes, com cartografia na escala de um para um milhão, foi descaracterizado por uma série de leis e decretos estaduais de 1996, que permitiram a invasão e grilagem das duas Florestas Nacionais de Rondônia, Jamari e Bom Futuro.

O novo zoneamento, que revogou o anterior, definiu duas zonas de preservação quase integral, incluindo áreas indígenas e unidades de preservação. Juntas, elas abrangem metade da área do Estado. A outra metade, com vocação agropecuária, foi dividida em quatro zonas.

Em uma parcela, com 6,1 milhões de hectares, só 20% da cobertura vegetal precisa ser conservada. Em outra parcela, de 6 milhões de hectares, as propriedades rurais devem manter uma reserva legal variando entre 40% e 80%.

(Gazeta Mercantil, São Paulo/SP, 16/11/2000)