A hidrovia do Marajó

O governo do Pará, em parceria com a Companhia Docas do Pará, através de sua subordinada, a Ahimor (Administração de Hidrovias da Amazônia Oriental), elaborou o projeto da hidrovia do Marajó.

O objetivo era a construção de um canal com 32 quilômetros de extensão, que possibilitaria abrir um novo trajeto entre Belém e Macapá, com uma redução de 148 quilômetros em relação ao caminho utilizado atualmente entre as duas cidades.

Pelo canal poderiam passar embarcações com 2.600 toneladas de capacidade de carga. Também permitiria o acesso ao centro do Marajó, no estuário do rio Amazonas, a maior ilha fluvial do mundo.

Em 2000 a tramitação do EIA-Rima para o licenciamento ambiental da obra foi interrompida por uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal. O MP suscitou dúvidas sobre o impacto ambiental da construção do canal artificial, interligando cursos d’água naturais.

(Gazeta Mercantil/Pará, Belém/PA, 11/09/2000)