Os japoneses no Pará

Os governos do Brasil e do Japão iniciaram, em 1963, o plano de assentamento de 600 famílias japonesas no Pará no espaço de três anos, em levas que se seguiriam em intervalos de quatro meses.

Os colonos se apresentariam voluntariamente. Os governos se limitariam a divulgar a emigração para o Brasil, através de propaganda feita no Japão, e a supervisionar a viagem, mas a seleção seria rigorosa.

Só seriam aceitos os emigrantes que dispusessem, no mínimo, do equivalente a um milhão de cruzeiros para as despesas de instalação na colônia de Tomé-Açu, onde se dedicariam ao cultivo de pimenta-do-reino para exportação, além de custear as despesas da viagem da família, que deveria possuir pelo menos três elementos em condições de trabalho.

Deveriam poder levar consigo os equipamentos e ferramentas agrícolas necessários ao trabalho. Na colônia cada família receberia 30 hectares de terra. Nessa área, além da pimenta, poderiam plantar cereais e criar gado.

(Folha do Norte, Belém/PA, 17/07/1963)