Kayapós e os garimpos

Em janeiro de 1990, os índios Kayapó da aldeia Kokraimoro estariam recebendo, segundo relatório preparado na época pela Polícia federal, dois milhões de cruzeiros todo mês com a exploração de garimpo em suas terras e outros Cr$ 20 milhões com a venda de madeira nobre, graças a contrato feito entre a madeireira Maginco e os caciques, liderados pelo chefe Francisco Xavier Kayapó.

Os garimpeiros do garimpo Maria Bonita descontavam 12% sobre o valor de toda a produção de ouro, a título de royalties para os índios. Na época, os Kayapós ameaçavam atacar os proprietários das fazendas Iucatã, Serra Pelada e Fortaleza, acusando-os de estarem retirando ilegalmente madeira da reserva e de terem alongado os limites de suas propriedades para o interior das terras indígenas.

(Jornal do Brasil, Rio de Janeiro/RJ, 18/01/990)