Petróleo na foz do Amazonas

As primeiras pesquisas na de petróleo foz do rio Amazonas, na década de 1950, foram conduzidas pelos consultores norte-americanos De Golyer e Mac Naughton. Após intensivos trabalhos de geofísica, foram localizados três “pontos brilhantes” (bright-spots), na foz do rio Tocantins, ao norte da ilha de Marajó e na bacia do rio Capim.

As primeiras três perfurações foram efetuadas entre 1951 e 1952 (antes, portanto, da criação da Petrobrás). Como não foi encontrado óleo ou gás, a plataforma continental do Pará e do Amapá foi classificada como categoria IV, ou seja, desfavorável.  Outros testes foram feitos e a qualificação alterada em 1965 para categoria III, de “possivelmente favorável”.  Em 1968, a área passou para a categoria I, de “altamente favorável”.

A bacia sedimentar da foz do Amazonas, como é conhecida pelos técnicos da Petrobrás, compreende uma parte emersa, chamada de bacia de Marajó, que ocupa uma área de 90 mil quilômetros quadrados, considerando-se até a lâmina d’água de 200 metros.

A partir daí começa o Grande Cone do Amazonas, zona submersa com lâmina d’água que chega a atingir três mil metros de profundidade. Essa área, em forma de leque, distante 300 quilômetros da costa, quase atingindo os limites do Brasil com a Guiana Francesa, tem 100 mil quilômetros quadrados.

Nela, a sedimentação pode ter propiciado condições de petróleo mais favoráveis do que em qualquer outro ponto da foz do Amazonas, segundo os estudos da Petrobrás.

(Gazeta Mercantil, São Paulo/SP, 15/10/1975)