Búfalos na Amazônia

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) estimava, em 1983, o rebanho de búfalos na Amazônia em 600 mil cabeças, concentradas no Pará. Com a taxa de crescimento regional, de 10% ao ano, o efetivo deveria atingir 60 milhões de cabeças em 2031, igualando-se à população bubalina da Índia, a maior do mundo.

O melhor local para o desenvolvimento do criatório são as extensas áreas de pastagens nativas localizadas nas várzeas inundáveis, estimadas em 11 milhões de hectares. Na Amazônia existem todas as quatro raças bubalinas: mediterrâneo, murrah, jafarabadi e carabao. Os dados da Embrapa revelavam a vantagem da criação do búfalo sobre os bovinos.

Enquanto entre os bois a taxa de natalidade é de 40% a 50%, entre os bubalinos ela vai de 60% a 70%; a incidência de mortes até se completar um ano entre os bovinos é de 10% a 11%, a dos bubalinos fica entre 5% e 6%: o bovino bom para abate está entre 320 e 370 quilos, enquanto o búfalo alcança entre 300 e 400 quilos; a idade de abate entre os bovinos fica entre 3,5 e 5 anos, e a dos bubalinos se situa entre 2 e 3 anos.

Até a metade da década de 80 a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) havia aprovado a implantação de fazendas de búfalo que previam a criação de mais de 50 mil animais, em aproximadamente 80 mil hectares de pastagens.

((Diário do Pará, Belém/PA, 21/02/1985))