Transamazônica: 5 mil quilômetros

Encerrando uma visita de cinco dias à região amazônica, o presidente Garrastazu Médici, juntamente com vários ministros, inaugurou o primeiro trecho da rodovia Transamazônica em Marabá, no Pará, no dia 1º de outubro de 1971. O trecho inaugurado, entre Estreito, na Belém-Brasília, e Marabá, no rio Tocantins, tinha 260 quilômetros de extensão.

A inauguração ocorreu 15 meses depois que Médici criou, através de decreto-lei, o Programa de Integração Nacional. Os dois principais objetivos do PIN seriam a construção de duas grandes rodovias, a Transamazônica e a Cuiabá-Santarém, e a implantação de projetos de colonização às suas margens.

Poucos meses depois de tomar posse na presidência, Médici lançou – em fevereiro de 1970 – o Plano de Base de Integração da Amazônia, “destinado a estimular a penetração e a fixação do homem na região, através da ocupação de suas terras, pelo estabelecimento de um programa integrado de colonização e de desenvolvimento”.

Cinco meses depois, ele agregaria às rodovias incluídas nesse primeiro programa as duas novas do PIN. Falando em nome do presidente na entrega simbólica do primeiro trecho da Transamazônica, o ministro dos Transportes, Mário Andreazza, anunciou para 1972 a conclusão do segundo trecho, de Marabá a Itaituba, e para meados de 1973 a conclusão do trecho seguinte, de Itaituba a Humaitá, já no Estado do Amazonas.

Assim, seria possível ir por terra de João Pessoa, no Atlântico, até Boqueirão da Esperança, na fronteira do Acre com o Peru. numa linha de mais de cinco mil quilômetros atravessando a floresta amazônica.

(Correio da Manhã, Rio de Janeiro/RJ, 02/10/1971)