Combate ao fogo

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) assinou, em agosto de 1991, um acordo de cooperação com o Serviço Florestal dos Estados Unidos. O acordo previa a troca de informações, tecnologias e treinamento de pessoal no combate e manejo do fogo.

Uma das consequências dessa parceria foi a construção, pelos técnicos da Nasa, a agência espacial americana, e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, em São Paulo, de um novo satélite, capaz de detectar a intensidade e o tamanho de cada foco de queimada em todo o Brasil, graças a um sensor adaptado que nele seria instalado.

Até então, o Inpe vinha trabalhando com o satélite NOAA. Concebido para estudos meteorológicos, ele não permitia muita precisão na análise de dados sobre queimadas. Em 1991, foram detectados 400 mil focos de fogo no Brasil, durante o período de seca, um incremento que contrastava com a redução dos desmatamentos na Amazônia.

Segundo os dados oficiais, 2,1 milhões de hectares foram desmatados a cada ano entre 1979 e 1989. Já entre os anos de 1990 e 1991 o desmatamento baixou para 1,1 milhão de hectares.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 10/04/1992