Waimir-atroari atacam e matam

Em janeiro de 1973, os índios waimiri-atroari atacaram o posto de atração no rio Alalaú, no Estado do Amazonas, matando três dos quatro funcionários da Funai que se encontravam na base e tocando fogo nas casas. O único sobrevivente conseguiu escapar se escondendo, atirando foguetes para assustar os índios e nadando pelo rio.

O ataque, feito de surpresa, teria sido motivado por um atrito dos índios com um transportador de mercadorias contratado por um dos empreiteiros que trabalhava na construção da BR-174, a estrada ligando Manaus à Venezuela, através de Boa Vista, em Roraima.

Os waimiri-atroari mantiveram, ao longo de muitos anos, relações difíceis com as frentes de penetração em seu território, culminando com o massacre, em 1968, de uma expedição de pacificação comandada pelo missionário católico italiano Calleri. Todos os integrantes da expedição foram mortos.

A abertura da estrada pela área indígena fez a Funai intensificar a frente de atração dos índios, comandada pelo sertanista Gilberto Pinto Figueiredo Costa.

Fonte: Jornal do Brasil (Rio de Janeiro/RJ), 01/02/1973