a ameaça da febre amarela

Em 1967, foi registrada em Belém a ocorrência do mosquito Aedes Aegypt. As autoridades públicas trataram de rapidamente esclarecer que a presença do inseto não significava automaticamente a presença da febre amarela, erradicada da capital paraense no início do século XX, a partir dos trabalhos de Oswaldo Cruz.

Na mesma época, o Aedes Aegypt havia sido detectado na Colômbia, Cuba, Guiana, Haiti, Venezuela, Guatemala, Jamaica, República Domincana e Tobago, além de nos Estados Unidos, “sem que qualquer problema de febre amarela tenha se verificado nesses países”.

Em nota oficial conjunta, as autoridades do governo pediram a colaboração da população, para adotar medidas preventivas, sobretudo a vacinação, “porquanto em anos passados ocorreram alguns casos de febre amarela silvestre em área próxima a Belém”.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 29/07/1967