CVRD e japoneses no alumínio

No dia 17 de setembro de 1974, em Brasília, a Companhia Vale do Rio Doce e o consórcio japonês LMSA (Light Metal Smelters Association), assinaram um acordo comercial para investir 2,5 bilhões de dólares numa fábrica de alumínio no Pará. O acordo foi avalizado pelo presidente do Brasil, general Ernesto Geisel, e pelo primeiro-ministro do Japão. Kakuei Tanaka, que fez uma visita ao Brasil com essa finalidade.

De todo o investimento previsto, US$ 1,1 bilhão seriam aplicados diretamente na unidade industrial; US$ 500 milhões iriam para outra fábrica, de alumina, insumo para a produção do metal; e US$ 700 milhões seriam aplicados na hidrelétrica de Tucuruí, da qual a fábrica de alumínio absorveria 1,2 milhão de quilowatts quando alcançasse sua plena capacidade de produção. Ela começaria com 80 mil toneladas, em 1979, quando necessitaria de apenas 120 mil kw.

Essa energia viria do sistema CHESF, no Nordeste, através de uma linha de transmissão que começaria na hidrelétrica de Boa Esperança, passando pelo Piauí e Maranhão antes de chegar ao Pará. Em 1981, esse suprimento já começaria a ser feito pela usina de Tucuruí, que então passaria a enviar parte do que produzisse para o Nordeste.

Pelo esquema de financiamento acertado, o BNDE entraria com US$ 1,3 bilhão, as empresas aplicariam US$ 510 milhões de capital própria (a CVRD com 51% e o consórcio LMSA com 49%), e o restante viria através de financiamento japonês.

Fonte: O Estado de S. Paulo (São Paulo/SP), 08/04/1975