Carvão no Amazonas

A existência de carvão no oeste do Estado do Amazonas, no vale do rio Solimões, é conhecida desde o século XIX, mas só em 1966 foi realizada uma pesquisa preliminar no local. Com as imagens de radar produzidas pelo Projeto Radam (Radar da Amazônia), no início da década de 1970, foi executada uma análise mais detalhada das ocorrências.

Mesmo sem chegar a uma cubagem, que definiria a jazida, os técnicos já dispunham de uma estimativa, levantada entre 1956 e 1962, de que na área poderia haver 2,2 trilhões de toneladas de linhito, uma espécie de carvão de uso para fins energéticos. Conseguiram, pela primeira vez, dividir e individualizar três unidades geológicas dentro do conjunto de rochas terciários do Alto Amazonas. O linhito podia ocupar uma área superior a 300 mil quilômetros quadrados, o que a credenciaria a ser a maior jazida desse minério do mundo.

Fonte: O Estado de S. Paulo (São Paulo/SP), 20/02/1974