Mineração de bauxita no Trombetas

As nove empresas associadas na Mineração Rio do Norte, detentora da jazida de bauxita do Trombetas, no Pará, uma das maiores do mundo, assinaram, em agosto de 1975, um aditivo modificando o acordo societário original. A produção de minério, que seria de 3,35 milhões de toneladas anuais, foi elevada para 8 milhões de toneladas, dos quais 3,4 milhões ficariam com a Companhia Vale do Rio Doce, dona de 41% das ações.

A canadense Alcan, outra das acionistas, receberia cota adicional de 1,2 milhão, além do que já lhe cabia. A escala de produção podia ser aumentada até 10 milhões de toneladas anuais. Em futuras expansões, a decisão passaria a ser tomada pelos detentores de 51% do capital e não 75%, conforme a exigência anterior. Os preços de venda teriam que assegurar à empresa uma rentabilidade mínima de 13% sobre o capital investido. A implantação do projeto, a cargo da Construtora Andrade Gutierrez, vencedora da concorrência, seria iniciada em dezembro de 1975.

Fonte: O Estado de S. Paulo (São Paulo/SP), 05/08/1975