Conflito da gleba Cidapar

O conflito da gleba Cidapar, um dos maiores litígios fundiários do Estado do Pará, teve origem em cinco títulos de sesmaria, que mediriam 14 léguas quadradas, ou 60.948 hectares. No processo de demarcação judicial, encerrado em 1978, as sesmarias aumentaram para 89 léguas, ou 387.255 hectares, sendo do domínio de Moacir Pereira, que no ano seguinte fundaria a Cidapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário, Industrial e Mineral do Estado do Pará), integralizando o capital da empresa com essas terras.

No final dos anos 1970 a empresa faliu e a propriedade ficou com o Banco Denasa de Investimentos, que atraiu para a área o grupo Real. O domínio das terras sofreu várias contestações. Pelo menos duas das três sesmarias se localizariam na verdade no Maranhão e não no Pará, no município de Viseu.

O pretor João Miralha Pereira não poderia ter homologado a demarcação, ato privativo do juiz, pelo qual então respondia na comarca. O processo foi para a justiça.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 05/06/1990