A Madeira-Mamoré

Em 1903, cumprindo o Tratado de Petrópolis, o Brasil começou a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, que permitiria a ligação entre a fronteira com a Bolívia e o rio Madeira. A obra deveria ser concluída em quatro anos. Mas só 1º de agosto de 1912 os trilhos chegaram a Guajará-Mirim. O controle da ferrovia, porém, estava com o empresário inglês Percival Farquhar, detentor de um contrato de arrendamento da linha por 60 anos.

Em 1913, os seringalistas da região se insurgiram contra os altos preços dos fretes cobrados pela administração da ferrovia. Ela só passou ao domínio do governo brasileiro depois da revolução de 1930. A 25 de maio de 1966, ela foi incluída entre as ferrovias deficitárias a serem extintas.

Na Amazônia, outra atingida foi a Estrada de Ferro de Bragança, no Pará. Em agosto de 1966 a Madeira-Mamoré foi transferida para o Ministério do Exército. No mês seguinte foi colocada sob a administração do 5º BEC (Batalhão de Engenharia de Construção do Exército).

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 24/08/1968