Gaúchos na Transamazônica

Em maio de 1976, a Cotrijuí (Cooperativa Tritícola Serrana de Ijuí, no Rio Grande do Sul) anunciou seu propósito de transferir dois mil agricultores a ela associados para assentamento numa área de 400 mil hectares, às margens da Transamazônica, no Pará. Metade da área seria usada para o assentamento e a outra metade permaneceria na condição de reserva florestal.

Poderiam participar do projeto colonos que tivessem, no máximo, 36 hectares de propriedade no sul, já que o objetivo era combater a estrutura minifundiária dominante na região de origem, onde mais de 88% dos imóveis estavam classificados como minifúndios.

Na Amazônia, os lotes dos assentados poderiam variar entre o mínimo de 36 hectares e o máximo de 150 hectares. As novas propriedades seriam apenas familiares, desenvolvendo plantios de cana, feijão, arroz, cacau, dendê, soja e café.

Fonte: O Estado de S. Paulo (São Paulo/SP), 21/05/1976