Conflito Pará/Maranhão

Pará e Maranhão ainda mantêm um litígio nos seus limites: é quanto à definição de uma linha reta que foi traçada imaginariamente, a partir da nascente do rio Gurupi, mas nunca foi demarcada. Essa linha seca foi definida em dois decretos imperiais, de 1852 e 1854. Como nunca chegou a ser materializada, surgiram dúvidas.

Elas deveriam ser esclarecidas com base num convênio, que os governos do Pará e do Maranhão assinaram, em 1976, e depois reviram. O presidente da república deveria ser o mediador, mas o general Ernesto Geisel não aceitou.

A indefinição criou um impasse: nessa época surgiu o povoado de São Pedro da Água Branca. Embora considerado maranhense, ele fica mais próximo das cidades paraenses ao longo de uma estrada que era estadual (a PA-150) e foi federalizada, passando a ser a BR-222. Está a 30 quilômetros da cidade paraense Dom Eliseu e a 160 quilômetros da maranhense Imperatriz, que era a sede municipal.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 13/06/1995