Fábrica de celulose

Apenas a metade da produção da Fábrica de Celulose e Papel da Amazônia, de 4 mil toneladas anuais, instalada em Belém, era suficiente para abastecer, no início de 1972, o Pará inteiro de papel de embrulho, papel de embalagem, papel higiênico e papel-toalha. A outra metade era mandada para o Norte e a parte mais próxima do Nordeste, a partir de Pernambuco, um “imenso mercado dominado pela Facepa”.

A fábrica já havia crescido “39 vezes em 8 anos”, mas em 1973 estaria produzindo o dobro, como prometia um anúncio que a empresa divulgou. Utilizando pasta mecânica e celulose à base de madeiras brancas amazônicas, a Facepa dizia produzir “papel de qualidade superior e com matéria-prima de custo 50% mais econômico”. Transformaria a floresta tropical em “floresta de progresso”.

(Arquivo Pessoal, 1973)