Dinheiro pelas florestas

Em fevereiro de 1989, o Senado dos Estados Unidos manifestou a intenção de pressionar o Fundo Monetário Internacional para que a instituição seguisse o exemplo do Banco Mundial e passasse também a vincular o desembolso de seus empréstimos à preservação das florestas. Para conseguir esse objetivo, o único capaz de preservar as florestas, os parlamentares sugeriam o uso de um eficiente instrumento de pressão: o capital americano.

Os senadores democratas John Kerry e Terry Stanford e os republicanos Richard Lugar e Budy Boschwitz pediram ao secretário do Tesouro, Nicholas Brady, para não apoiar a proposta de duplicação do capital do FMI, a menos que a diretoria do organismo criasse rigorosas regras para a proteção do meio ambiente. Os EUA são responsáveis por 20% do dinheiro do FMI. As preocupações dos parlamentares foram motivadas pelos desmatamentos no Brasil e nas Filipinas, principalmente.

O Globo (RJ), 23-02-1989