A Igreja na Amazônia

No início da década de 1980, a Igreja dispunha de 3.840 sacerdotes e religiosos para atuar nos 5,4 milhões de quilômetros quadrados da Amazônia Legal, que contava, na época, com 13 milhões de habitantes. Em média, cada padre era obrigado a atender a mais de 10 mil habitantes, numa área de mais ou menos mil quilômetros quadrados.

Em 1971, a Igreja começou a tomar posição em relação a essa fronteira elaborando o Plano de Pastoral Orgânica, a primeira “pastoral das estradas”, subscrita por 28 bispos e padres, 22 dos quais poderiam ser classificados como conservadores, três eram moderados e três progressistas. Eles também produziram um Plano de Emergência, através do qual a Igreja buscava seu lugar no “planejamento do desenvolvimento da Amazônia”.

Fonte: Arquivo do Autor, 01-01-1980.