Petróleo: risco em terra

Em agosto de 1979, a Petrobrás assinou com o consórcio Shell/Pecten os três primeiros contratos de risco para exploração de petróleo em áreas terrestres. Os três blocos ficavam a 500 quilômetros de distância do poço de Juruá, onde a Petrobrás descobriu gás ao custo de 10 milhões de dólares, na bacia sedimentar do Médio Amazonas, região do alto rio Madeira, sul de Manaus.

Esses primeiros contratos para áreas em terra foram assinados quando já estavam em vigor 26 contratos de risco. O contrato de risco de exploração em terra tinha prazo de vigência de cinco anos. Os três primeiros seriam para o levantamento sísmico.

Os dois anos seguintes seriam para a perfuração do primeiro poço, prorrogáveis por mais dois anos, mas neste caso com direito de exploração de apenas 50% do bloco e obrigatoriedade de fazer outra perfuração. O investimento mínimo de cada contrato seria de 12 milhões de dólares e mais US$ 3 milhões para a sísmica.

Fonte : Jornal do Brasil (RJ), 21-08-1979