Índios e mineradora

No segundo semestre de 1982, a Funai (Fundação Nacional do Índio) ajuizou na justiça de Belém uma ação anulatória do acordo que o cacique Tutu Pombo, da aldeia Kikretum, dos índios kayapó, do sul do Pará, assinou com a empresa Stanum, na época de propriedade de José Lino Cipriano, genro do presidente do Conselho Nacional do Petróleo (CNP), Oziel Almeida.

Pelo acordo, os índios receberiam 10% sobre o valor do ouro extraído dentro de suas terras. A Funai alegou que o acordo só poderia ter validade com sua intermediação, o que não tinha ocorrido.

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP), 08-10-1982