Títulos de terra falsos

Em outubro de 1977, o Corregedor Geral de Justiça do Pará, Nelson Amorim, baixou provimento estabelecendo que todo e qualquer título de propriedade ou de posse de terras expedido pelo governo do Estado do Pará, levado a cartório de registro de imóveis para matrícula, registro ou averbação de qualquer ato, deveria ser considerado falso até prova em contrário.

Os tabeliães também deveriam suscitar dúvidas em relação a toda e qualquer transação com imóvel, cuja cadeia dominial envolvesse título expedido ou dado como expedido pelo governo paraense. As providências visavam reprimir o largo uso de documentos falsos constatado pela Corregedoria.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 31-07-1982