Ferrovia questionada

O jornal Valor Econômico publicou hoje (dia 28 de maio) que o Tribunal de Contas da União poderá se manifestar contra a antecipação da renovação do contrato de concessão da Estrada de Ferro Carajás, explorada pela Vale. Relatório de auditores do órgão aponta falhas nos estudos apresentados ao tribunal. A reportagem se baseia em um relatório no qual auditores do TCU dizem não haver identificado vantagens para a União na intenção da mineradora.

A concessão da ferrovia, válida por 50 anos, vai até 2027, mas a Vale quer antecipar a prorrogação por mais 30 anos, até 2057. Dispõe-se a investir 8,22 bilhões de reais para renovar e ampliar a ferrovia, de 870 quilômetros, ligando a mina, no Pará, ao porto da Ponta da Madeira, em São Luís do Maranhão.

Os técnicos querem que os estudos, concluídos em dezembro de 2017, sejam atualizados para uma avaliação realista do empreendimento. O tribunal deu prazo de 180 dias para a Vale atualizar o documento. Só a partir daí o parecer dos auditores será submetido ao relator do processo, ministro Bruno Dantas. O governo está do lado da mineradora.