Tamanho da Vale no Pará

Em 1992, os investimentos da Companhia Vale do Rio Doce no Pará somavam pouco mais de 5,5 bilhões de dólares, aos quais seriam acrescidos, nos cinco anos seguintes, mais US$ 1,56 bilhão na implantação de três novos projetos: a fábrica de alumina da Alunorte, em Barcarena; o caulim de Ipixuna e o cobre do Salobo, em Carajás.

Aos empregos e rendas que o sistema CVRD possibilitava, direta ou indiretamente, a 50 mil pessoas no Estado, seriam aduzidos, por esses novos empreendimentos, 12.350 novos empregos diretos, na fase de implantação, e 10.300, diretos e indiretos, na fase de operação.

Em 1992, a Vale, por suas controladas e coligadas, gastou US$ 144 milhões no Pará, sendo US$ 80,7 milhões de impostos, que representaram um quarto de toda a receita tributária estadual, e US$ 63,4 milhões em compras e serviços, não incluindo nesse total as aplicações da Fundação Vale do Rio Doce e da Alunorte, que na época se encontrava paralisada.

Carajás foi a maior fonte de impostos naquele ano, com US$ 41 milhões, vindo depois a Albrás, com US$ 21 milhões, e a Mineração Rio do Norte, com US$ 18 milhões. Em compras e serviços, os gastos foram de US$ 32 milhões pela Albrás, US$ 23 milhões por Carajás e US$ 6,6 milhões pela Mineração Rio do Norte.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 11-04-1993