Japoneses em Itacoatiara

Em 1957, o governo do Amazonas e a Jamic, uma entidade japonesa que cuidava da imigração e da colonização, iniciaram o assentamento de 45 famílias de imigrantes japoneses na colônia Efigênio Sales, a 45 quilômetros de Manaus, no município de Itacoatiara. A principal cultura explorada na área era a pimenta-do-reino. Durante o inverno produziam também hortaliças e verduras.

Fonte: Arquivo Pessoal, 1957

Mortandade entre os xikrin

Em 1953, os índios xikrin, do grupo kayapó, instalados às margens do rio Cateté, subafluente do Tocantins, no Pará, tinham uma população de 800 indivíduos. Em 1967. estavam reduzidos a 110, quando a tribo sofreu um surto de tuberculose, provavelmente transmitida por colonos brancos. Vivia entre eles nessa época um missionário, frei José, da Ordem dos Dominicanos.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 13/07/1967

O IAN e a pesquisa agronômica

Em julho de 1954, nove anos depois que o governo brasileiro adquiriu a grande área no vale do Tapajós, no Pará, na qual a Ford pretendia implantar um plantio industrial de seringueiras, o diretor do Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas, Felisberto Camargo, fez um balanço do que estava sendo feito em toda a área, com mais de 1,2 milhão de hectares.

Ele apresentou um relato das pesquisas e experimentos conduzidos pelo Instituto Agronômico do Norte (IAN), que dirigira até um pouco antes. Destacou a introdução de três mil cabeças de gado importado, sendo mil de gado branco (Nelore e Jersey) e duas mil de búfalos do Oriente, entre os quais o Redshind, do Paquistão, que Camargo acreditava que iria provocar “uma verdadeira revolução na pecuária de leite no Brasil”.

Garantiu que nas antigas concessões da Ford havia então um milhão de pés de seringueira em condições de sangramento, mas que apenas metade delas haviam sido cortadas em 1953, por falta de mão de obra, “que é o problema geral da Amazônia”.

Referiu-se ao experimento de desviar e provocar a sedimentação dos nutrientes carregados pelo rio Amazonas, a “colmatagem”, numa estação em funcionamento no Baixo Amazonas, no Maicuru. Assegurou que cinco mil toneladas de húmus haviam sido depositadas nos campos dessa região, através de canais artificialmente criados para desviar as águas do rio.

Nesses novos campos seria possível criar gado, desenvolver plantios perenes (como seringueira e dendê) e cultivos alimentares intensivos, como arroz, feijão e soja.

Informou ainda que no estuário do rio Amazonas, na foz do rio Guamá, o IAN estava conseguido obter quatro toneladas por hectare de arroz irrigado, quando a média nacional era de 1,5 hectares. Esses resultados permitiriam à Amazônia “vir a ser dentro de algum tempo o maior centro exportador de arroz de todo o Brasil”.

O IAN também estava dando apoio ao cultivo de juta, fornecendo 100 toneladas de semente, com as quais asseguraria a produção regional, de 40 mil toneladas anuais, suficiente para suprir de fibra a indústria nacional de fiação e tecelagem.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 28/07/1954

Parakanan atacam sertanistas

Índios Parakanan atacaram, em novembro de 1952, o posto de uma frente de atração do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), em Trocará, na região do rio Tocantins, no Pará. Um funcionário do posto, Altino Rodrigues, foi ferido durante o ataque. Os índios já haviam feito vários contatos pacíficos com os sertanistas do SPI.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 12/11/1952

Colonos japoneses no AM

Em 1957, o governo do Amazonas e a Jamig, uma entidade japonesa que cuidava da imigração e da colonização, iniciaram o assentamento de 45 famílias de imigrantes japoneses na colônia Efigênio Sales, a 45 quilômetros de Manaus, no município de Itacoatiara. A principal cultura explorada na área era a pimenta do reino. Durante o inverno produziam também hortaliças e verduras.

(Fonte: arquivo pessoal, 1957)

Os “soldados da borracha”

Em agosto de 1946, 16 imigrantes nordestinos registraram queixa na polícia civil do Pará contra os maus tratos que estariam sofrendo na Hospedaria do Tapanã, em Belém. O diretor do local, mantido pela CAETA, órgão público responsável pelo recrutamento de mão-de-obra para trabalhar nos seringais, condicionou o fornecimento de alimentação à prestação de algum tipo de serviço. Só quem trabalhasse poderia comer.

O problema era que os homens, depois de produzir borracha nos seringais nos altos rios da Amazônia, se encontravam muito debilitados. Eles informaram que haviam chegado a Manaus juntamente com outros 170 nordestinos, que também foram atraídos para produzir borracha para os países aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

Terminado o conflito, foram abandonados à própria sorte e com muito custo conseguiram alcançar a capital amazonense, de onde prosseguiram viagem, no navio Cambridge, para Belém. Queriam ajuda para retornar aos seus pontos de origem, no Nordeste. Foram convocados como “soldados da borracha”. Mas a população da região os tratava pejorativamente de “arigós”.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 09/08/1946

Pesquisa florestal

Em 1957, o governo brasileiro criou o Centro de Treinamento da Indústria Madeireira em Santarém, no interior do Pará, com o auxílio e a orientação da FAO, o órgão das Nações Unidas para agricultura e alimentos, e a cooperação da SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia), que ficaria responsável pelo centro. Era, então, o único estabelecimento no gênero em toda a zona tropical da América do Sul. Centro semelhante era localizado em zona temperada, no Chile.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 10/08/1959