Água no Marajó

Em 1959, a ligação do rio Arari com o lago do mesmo nome, na ilha de Marajó, no Pará, ficou interrompida por causa do acúmulo de vegetação e de detritos no canal. A desobstrução só foi possível com o uso de uma draga do Departamento de Portos, Rios e Canais e a ajuda da Força Aérea Brasileira. O problema se repetiria, apesar de a SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia) destinar recursos para a regularização do regime de águas do Marajó.

(Folha do Norte, Belém/PA, 26/07/1959)

Parakanans atacam

 

Índios Parakanan atacaram, em novembro de 1952, o posto de uma frente de atração do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), em Trocará, na região do rio Tocantins, no Pará. Um funcionário do posto, Altino Rodrigues, foi ferido durante o ataque. Os índios já haviam feito vários contatos pacíficos com os sertanistas do SPI.

(Folha do Norte, Belém/PA, 12/11/52)

Problema no Marajó

Em 1959, a ligação do rio Arari com o lago do mesmo nome, na ilha de Marajó, no Pará, ficou interrompida por causa do acúmulo de vegetação e de detritos no canal. A desobstrução só foi possível com o uso de uma draga do Departamento de Portos, Rios e Canais e a ajuda da Força Aérea Brasileira. O problema se repetiria, apesar de a SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia) destinar recursos para a regularização do regime de águas do Marajó.

(Folha do Norte, Belém/PA, 26/07/1959)

Dique em Belém

Em 1942, o Serviço de Navegação e Administração do Porto de Belém (SNAPP), autarquia federal subordinada ao Ministério da Viação, iniciou a construção de um dique seco na orla da cidade de Belém. Em 1947 a obra foi suspensa, por razões administrativas.

Em 1948, a Marinha começou a planejar a implantação de uma Base Naval no mesmo lugar, em Val-de-Cans, iniciando a construção do dique em setembro do ano seguinte.

Em 1953, a Superintendência de Obras da Base de Val-de-Cans, que estava à frente da obra, foi extinta e em seu lugar assumiu a tarefa a Comissão de Construção de Bases Navais da Marinha. O dique nº 1, concluído em 1955, com 225 metros de comprimento por 33 metros de largura, era capaz de docar navios de até oito metros de calado.

Sua doca, constituída por dois “piers” fechados, com 200 metros de comprimento, podia manter atracada uma força mista de quatro navios de oceano com 12 mil toneladas, seis de 3 mil toneladas ou 10 costeiros fluviais de mil toneladas.

(Folha do Norte, Belém/PA, 01/11/1955)

Minério em Rondônia

Em 1955, a Unesco, órgão das Nações Unidas, colocou à disposição do governo do então território federal do Guaporé (hoje, Estado de Rondônia) o geólogo indiano Calamur Mahadevan, encarregando-o de fazer um levantamento da potencialidade mineral da região.

Ao final da sua primeira campanha de pesquisas, o geólogo destacou a variada riqueza mineral do território, especialmente em minérios radioativos. Submetendo amostras coletadas às margens do rio Gi-Paraná ao contador Geiser, o técnico constatou a presença nas rochas de zircônio, tungstênio e monazita.

Registrou também ocorrências ao longo do rio Madeira. Nessa época já havia sido detectada a presença de cassiterita, o minério do estanho, em todo Guaporé.

(Folha do Norte, Belém/PA, 01/11/1955)

Árvore mata geólogo

O geólogo inglês Herbert Kenneth Ward, contratado pela Petrobrás, morreu em outubro de 1956, num acidente durante os trabalhos de pesquisa na região de Abacaxis, no Amazonas. O técnico foi atingido por uma árvore que desabou inesperadamente sobre um barracão onde foi instalado o laboratório de análise de material extraído do poço aberto no local para a pesquisa de petróleo. Ward trabalhava no microscópio quando foi esmagado pela árvore. Seu corpo foi sepultado em Belém.

(Folha do Norte, Belém/PA, 03/10/1956)

Ameaça aos aforamentos

Em janeiro de 1956, o governador do Pará, general Alexandre Zacarias de Assunção, baixou ato condicionando a concessão de terras devolutas do Estado, através de aforamento, à aprovação da Assembleia Legislativa. Os aforamentos eram tradicionalmente usados pela indústria extrativa, para o aproveitamento de castanha, borracha ou balata.

Os foreiros não aceitaram a medida e recorreram ao Tribunal de Justiça do Estado, que, examinando os mandados de segurança, decidiu que o legislativo era incompetente para se pronunciar sobre os aforamentos de terras devolutas, restabelecendo a situação anterior.

(Folha do Norte, Belém/PA, 03/10/1956)