Japoneses em Itacoatiara

Em 1957, o governo do Amazonas e a Jamic, uma entidade japonesa que cuidava da imigração e da colonização, iniciaram o assentamento de 45 famílias de imigrantes japoneses na colônia Efigênio Sales, a 45 quilômetros de Manaus, no município de Itacoatiara. A principal cultura explorada na área era a pimenta-do-reino. Durante o inverno produziam também hortaliças e verduras.

Fonte: Arquivo Pessoal, 1957

Usina de açúcar na Transamazônica

Em setembro de 1976, entrou em funcionamento a primeira usina de açúcar e álcool da Transamazônica, no município de Altamira, no Pará. A usina Abraham Lincoln, administrada pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), deveria produzir nesse ano seis milhões de litros de álcool anidro e 600 mil sacas de açúcar, beneficiando a terceira safra colhida na região, numa área plantada de 600 hectares. Naquele ano mesmo seriam formados mais 1.200 hectares de plantio.

Fonte: O Estado do Pará (Belém/PA), 17/09/1976

Cacau em Rondônia

 No início de 1972, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) abriu licitação pública para a alienação de 200 lotes de 500 hectares cada um e de outros 118 de aproximadamente mil hectares. Esses 218 mil hectares foram postos à venda na Gleba Burareiro, em Rondônia, que somava 468 mil hectares, dos quais 250 mil hectares já haviam sido usados pelo Projeto de Assentamento Dirigido Burareiro.

A nova gleba seria utilizada para o plantio de cacau. O Incra havia identificado 700 mil hectares em Rondônia aptos para a cacauicultura, que já vinha sendo desenvolvida nos projetos integrados de colonização Ouro Preto, Paraná e Padre Adolfo Rohl.

Rondônia podia atingir 100 mil toneladas anuais de cacau em oito anos com esses projetos, segundo a previsão do Incra.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 18/02/1977

Russos levam sementes

Uma missão científica russa esteve por 24 horas em Belém, em abril de 1968, para coletar variedades de sementes de plantas tropicais amazônicas. A missão viera da União Soviética ao Brasil para uma viagem de 45 dias com o objetivo de recolher sementes para o Instituto Vailislov, de Leningrado.

Apesar de ter uma coleção de quase 200 mil tipos de plantas das mais diferentes regiões do planeta, o instituto não possuía até então nenhum exemplar de planta brasileira.

A delegação era formada por três cientistas russos: Timofei Scheutcuk, cehefe do grupo e vice-diretor do Instituto das Plantas da URSS; Wladimir Borissov, professor do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da URSS, e Alexey Zerin. Borissov, que falava fluentemente o português. As sementes amazônicas foram doadas pelo Ipean (Instituto de Pesquisa Agropecuária do Norte, atual Embrapa).

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 20/04/1968

O IAN e a pesquisa agronômica

Em julho de 1954, nove anos depois que o governo brasileiro adquiriu a grande área no vale do Tapajós, no Pará, na qual a Ford pretendia implantar um plantio industrial de seringueiras, o diretor do Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas, Felisberto Camargo, fez um balanço do que estava sendo feito em toda a área, com mais de 1,2 milhão de hectares.

Ele apresentou um relato das pesquisas e experimentos conduzidos pelo Instituto Agronômico do Norte (IAN), que dirigira até um pouco antes. Destacou a introdução de três mil cabeças de gado importado, sendo mil de gado branco (Nelore e Jersey) e duas mil de búfalos do Oriente, entre os quais o Redshind, do Paquistão, que Camargo acreditava que iria provocar “uma verdadeira revolução na pecuária de leite no Brasil”.

Garantiu que nas antigas concessões da Ford havia então um milhão de pés de seringueira em condições de sangramento, mas que apenas metade delas haviam sido cortadas em 1953, por falta de mão de obra, “que é o problema geral da Amazônia”.

Referiu-se ao experimento de desviar e provocar a sedimentação dos nutrientes carregados pelo rio Amazonas, a “colmatagem”, numa estação em funcionamento no Baixo Amazonas, no Maicuru. Assegurou que cinco mil toneladas de húmus haviam sido depositadas nos campos dessa região, através de canais artificialmente criados para desviar as águas do rio.

Nesses novos campos seria possível criar gado, desenvolver plantios perenes (como seringueira e dendê) e cultivos alimentares intensivos, como arroz, feijão e soja.

Informou ainda que no estuário do rio Amazonas, na foz do rio Guamá, o IAN estava conseguido obter quatro toneladas por hectare de arroz irrigado, quando a média nacional era de 1,5 hectares. Esses resultados permitiriam à Amazônia “vir a ser dentro de algum tempo o maior centro exportador de arroz de todo o Brasil”.

O IAN também estava dando apoio ao cultivo de juta, fornecendo 100 toneladas de semente, com as quais asseguraria a produção regional, de 40 mil toneladas anuais, suficiente para suprir de fibra a indústria nacional de fiação e tecelagem.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 28/07/1954

Pesquisador confirma uso do agente laranja

O antigo Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária do Norte (Ipean, depois Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) foi o único órgão oficial a admitir, em fevereiro de 1976, o uso do “agente laranja” no Pará. A aplicação ocorreu entre 1971 e o início de 1974, nas plantações experimentais de seringueiras da Pirelli e da Good-Year, próximas a Belém.

Quem comandou a experiência foi o agrônomo Vicente Moraes, que admitiu o uso no final de 1973. Em 1974, a aplicação do “agente laranja” foi suspensa e Moraes se transferiu para o Centro de Pesquisas da Seringueira, em Manaus, que passou a dirigir. Ele considerou excelentes os resultados da experiência.

O produto permitiu a queda e renovação da seringueira, reduzindo ao mínimo o uso de fungicidas. Ele desfolha sem matar a planta, atuando eficientemente no combate às doenças que afetam a árvore, atestou o pesquisador. Mas Moraes foi criticado por conduzir a experiência numa área habitada, pensando apenas nas plantas e esquecendo os efeitos negativos sobre as pessoas.

Fonte: Arquivo Pessoal, 02/1976

Colonos japoneses no AM

Em 1957, o governo do Amazonas e a Jamig, uma entidade japonesa que cuidava da imigração e da colonização, iniciaram o assentamento de 45 famílias de imigrantes japoneses na colônia Efigênio Sales, a 45 quilômetros de Manaus, no município de Itacoatiara. A principal cultura explorada na área era a pimenta do reino. Durante o inverno produziam também hortaliças e verduras.

(Fonte: arquivo pessoal, 1957)