Prédio é salvo

Em janeiro de 1982, os engenheiros Osmar Coutinho Amaral e José Maria Vieira conseguiram concluir com êxito o renivelamento do edifício Godoy, no centro de Belém. Dois anos antes o prédio havia inclinado para a direita 1,04 metro. Ameaçando desabar, foi interditado. Durante um mês, técnicos e operários, usando 18 macacos, cortaram as estacas de sustentação do prédio, fazendo-o descer três milímetros por dia, até alcançar o prumo.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 15-01-1982

Fim do forno

A última tonelada de lixo hospitalar foi queimada pelo forno da Cremação, subúrbio de Belém, no dia 18 de agosto de 1978. O forno foi construído em 1900. Durante boa parte da sua existência provocou protestos dos moradores do bairro da Cremação, onde foi instalado, por causa do mau cheiro que exalava. As reações acabaram levando a prefeitura a decidir substituí-lo por uma usina moderna, enquanto o lixo hospitalar passou a ser usado como aterro nas áreas alagáveis da cidade, as “baixadas”.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 19-08-1978

Convento queima em Belém

Às 22h50 do dia 18 de outubro de 1978 irrompeu um violento incêndio no antigo prédio do Convento das Mercês, depois transformado em sede da Alfândega e, posteriormente, da Secretaria da Fazenda do Estado, no centro antigo de Belém.

As chamas destruíram inteiramente o interior do prédio e ameaçaram as construções vizinhas, entre as quais a igreja das Mercês, cujo prédio original (derrubado para dar lugar à nova edificação, do século 18) foi iniciada em 1640, apenas 24 anos após a fundação da cidade.

A destruição foi maior porque os bombeiros demoraram a chegar ao local e não puderam dar um bom combate às chamas desde o início por falta de água, embora o prédio se localizasse a apenas alguns metros da baía de Guajará.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 27-06-1985

Rio Maria

A cidade de Rio Maria, no sul do Pará, foi criada a partir de uma invasão de terra, em 1972, quando ainda integrava o município de Conceição do Araguaia. O primeiro loteamento urbano foi feito pela madeireira Maginco, logo depois da abertura da PA-150, ligando a região à capital do Estado. Não conseguiu, entretanto, absorver todos os que se mudaram para a área.

Os imigrantes foram atraídos, em primeiro lugar, pela presença de mogno em grande quantidade. Em seguida, pelo ouro. Começou então a invasão de terra em frente ao loteamento. Em 1982, Rio Maria tornou-se município. Em 1989, passou a ser comarca, ganhando autonomia judiciária.

Fonte: Jornal do Brasil (Rio de Janeiro-RJ), 12-03-1991

Cidade Velha ameaçada

No período de um ano, entre 1990 e 1991, o Corpo de Bombeiros registrou 28 desabamentos na Cidade Velha, o núcleo urbano mais antigo de Belém, capital do Pará. Segundo os bombeiros, pelo menos 80% dos prédios localizados nessa área estavam, no início de 1991, ameaçados de desabamento e incêndio.

Construídas durante a colonização portuguesa ou na fase áurea da exploração da borracha, essas edificações ficaram com suas estruturas abaladas. As armações de madeira e enchimento de barro que formam as paredes das casas apodreceram pela ação do tempo.

As modificações na estrutura de alguns prédios – principalmente os que abrigam estabelecimentos comerciais – sempre foram realizadas sem orientação técnica.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 20-06-1991

Fim do forno crematório

A última tonelada de lixo hospitalar foi queimada pelo forno da Cremação, subúrbio de Belém, no dia 18 de agosto de 1978. O forno foi construído em 1900. Durante boa parte da sua existência provocou protestos dos moradores do bairro da Cremação, onde foi instalado, por causa do mau cheiro que dele exalava. As reações acabaram levando a prefeitura a decidir substituí-lo por uma usina moderna, enquanto o lixo hospitalar passou a ser usado como aterro nas áreas alagáveis da cidade, as “baixadas”.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 19-08-1978

Edifício recuperado em Belém

Em janeiro de 1982 os engenheiros Osmar Coutinho Amaral e José Maria Vieira conseguiram concluir com êxito o renivelamento do edifício Godoy, no centro de Belém. Dois anos antes o prédio havia inclinado para a direita 1,04 metro. Ameaçando desabar, foi interditado. Durante um mês, técnicos e operários, usando 18 macacos, cortaram as estacas de sustentação do prédio, fazendo-o descer três milímetros por dia, até alcançar o prumo.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 15-01-1982

As baixadas de Belém

Inicialmente estava previsto um investimento de 180 milhões de dólares para o programa de macrodrenagem da bacia do Una, em Belém, no Pará. O Estado entraria com US$ 80 milhões, obtidos através de financiamento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID. A prefeitura municipal conseguiria US$ 70 milhões junto à Caixa Econômica Federal. Os restantes US$ 30 milhões seriam divididos entre o governo do Estado e a prefeitura. A gerência do programa ficaria com uma empresa estatal, criada especificamente para assumir essa tarefa.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 21-04-1988

Desperdício de madeira

O processo de ocupação da Amazônia, com a implantação de projetos agrícolas, pecuários, minerais, hidrelétricas e estradas, foi responsável pela remoção de 1,6 milhão de hectares de cobertura vegetal entre 1975 e 1978 e por 2,6 milhões de hectares entre 1978 e 1980.

Esses dados foram apresentados em abril de 1985 pela Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Baixo Amazonas, com base em levantamento realizado pelo IBDF e a Sudam a partir de imagens do satélite Landsat.

Nesse documento, a Aibam deplorava a perda anual de 200 milhões de metros cúbicos de madeira, com diâmetro superior a 60 centímetros, “devoradas pelo fogo”, madeiras “cujas toras representariam, se aproveitadas, um valor de mercado internacional correspondente a 8 milhões de hectares”.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 01-05-1985

Parauapebas contaminado

Em novembro de 1986, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Secretaria de Planejamento, Ciência e Tecnologia da Bahia realizou uma análise físico-química das águas do rio Parauapebas, um afluente do Itacaiúnas, na Serra dos Carajás, no Pará, a pedido da Companhia Vale do Rio Doce.

Constatou a ocorrência mínima variável de três miligramas de mercúrio por cada litro de água, quando a legislação brasileira estabelece o limite de duas miligramas. A análise dos peixes coletados revelou índices de mercúrio de 0,02 partes por milhão nos músculos e 0.09 p.p.m. em suas vísceras.

Fonte: Correio do Tocantins (PA), 19-09-1987