Pesquisa sobre queimadas

Em maio de 1989, a Universidade de São Paulo concluiu a construção do “Cena-1”, o primeiro navio de pesquisas em água doce do país, iniciada cinco anos antes. Com 150 toneladas de peso, 30 metros de comprimento por sete metros de largura e laboratório ocupando 126 metros quadrados, o navio permitiria a realização de pesquisas múltiplas, abrigando 17 pesquisadores e cinco tripulantes. O custo foi financiado pelo governo federal.

O navio passaria a ser comandado por cientistas brasileiros com a ajuda financeira da Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU. Com autonomia de combustível para 2.500 milhas e suprimento de alimentos para um mês, o “Cena-1” possibilitaria viagens de investigação ao longo de toda a bacia amazônica.

Uma de suas primeiras pesquisas seria sobre a concentração de carbono na atmosfera e nas águas dos rios amazônicos. Com isso, os cientistas poderiam medir a amplitude das queimadas.

(O Estado de S. Paulo. São Paulo/SP, 09/05/1989)

Pesquisa em água doce

Em maio de 1989, a Universidade de São Paulo concluiu a construção do “Cena-1”, o primeiro navio de pesquisas em água doce do país, iniciada cinco anos antes. Com 150 toneladas de peso, 30 metros de comprimento por sete metros de largura e laboratório ocupando 126 metros quadrados, o navio permitiria a realização de pesquisas múltiplas, abrigando 17 pesquisadores e cinco tripulantes. O custo foi financiado pelo governo federal.

O navio passaria a ser comandado por cientistas brasileiros com a ajuda financeira da Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU. Com autonomia de combustível para 2.500 milhas e suprimento de alimentos para um mês, o “Cena-1” possibilitaria viagens de investigação ao longo de toda a bacia amazônica.

Uma de suas primeiras pesquisas seria sobre a concentração de carbono na atmosfera e nas águas dos rios amazônicos. Com isso, os cientistas poderiam medir a amplitude das queimadas.

(O Estado de S. Paulo, São Paulo/SP, 09/05/1989)

Oleaginosas na Amazônia

Em janeiro de 1962, uma missão do Instituto de Pesquisas para Óleos e Oleaginosas da França visitou Belém. Seu objetivo era estudar as possibilidades de implantar na Amazônia a cultura de oleaginosas de alto rendimento, por considerar que a região apresentava boas condições para esses cultivos.

Os técnicos da missão francesa consideravam aquele momento oportuno para a criação de um grande centro regional de exploração agrícola e industrial de oleaginosas, como já vinha sendo feito então na Colômbia. Os contatos iniciais foram estabelecidos com a SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia).

(Folha do Norte, Belém/PA, 13/01/1962)

mbia. Os contatos iniciais foram estabelecidos com a SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia).

(Folha do Norte, Belém/PA, 13/01/1962)

Projeto Brasil-Inglaterra

Em julho de 1990, a Inglaterra abriu um crédito de 4,5 milhões de dólares para financiar, através de acordo bilateral, projetos brasileiros de estudo e preservação do meio ambiente.

O primeiro desses projetos envolveria o Instituto de Hidrologia de Oxford, o Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), o Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e as universidades federais do Pará, Acre e Rondônia.

Seriam criadas quatro estações experimentais em regiões desmatadas e intactas da Amazônia. Os cientistas participantes do projeto montariam torres de observação para a coleta de dados sobre o clima e o estudo efetivo do desmatamento.

O projeto teria duração de cinco anos, cabendo à Inglaterra fornecer treinamentos, serviços profissionais de consultores e especialistas e equipamentos. O Brasil entraria com a mão de obra, pessoal qualificado, instalações e equipamentos.

(O Estado de S. Paulo, São Paulo/SP, 05/07/1990)

Minério em Rondônia

Em 1955, a Unesco, órgão das Nações Unidas, colocou à disposição do governo do então território federal do Guaporé (hoje, Estado de Rondônia) o geólogo indiano Calamur Mahadevan, encarregando-o de fazer um levantamento da potencialidade mineral da região.

Ao final da sua primeira campanha de pesquisas, o geólogo destacou a variada riqueza mineral do território, especialmente em minérios radioativos. Submetendo amostras coletadas às margens do rio Gi-Paraná ao contador Geiser, o técnico constatou a presença nas rochas de zircônio, tungstênio e monazita.

Registrou também ocorrências ao longo do rio Madeira. Nessa época já havia sido detectada a presença de cassiterita, o minério do estanho, em todo Guaporé.

(Folha do Norte, Belém/PA, 01/11/1955)

O desmatamento e o efeito estufa

Levantamento realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, São Paulo, divulgado em 1990, revelou que o desmatamento na Amazônia contribui com 254 milhões de toneladas por ano para as emissões globais de carbono na atmosfera, representando 3,7% do total.

Os quatro países que mais poluem a atmosfera são os Estados Unidos, a antiga União Soviética, China e Japão, responsáveis por 60% das emissões que provocam o efeito estufa. O desmatamento na Amazônia, ainda segundo o Inpe, atingia então a média anual de 22 mil quilômetros quadrados. Para reflorestar a região, à razão de mil dólares por hectare, seria preciso investir 2 bilhões de dólares anuais.

(Gazeta Mercantil, São Paulo/SP, 11/07/1990)

Cooperação Brasil-Japão

Os governos do Brasil e do Japão assinaram, em junho de 1990, um acordo de cooperação técnica para intensificar as atividades de pesquisa de recursos da flora e culturas específicas na região tropical úmida da Amazônia brasileira.

O acordo duraria até junho de 1995. Nesse período, o governo japonês investiria seis milhões de dólares, com doação de equipamentos e deslocamento de sete peritos. A execução do acordo no Brasil ficaria por conta do Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Úmido da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

(O Liberal, Belém/PA, 01/07/1990)