Vigilância da Amazônia

Em junho de 1993, o almirante Mário Cesar Flores, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, fez uma exposição para o presidente Itamar Franco e mais 14 ministros, mostrando a conveniência da adoção de um sistema de vigilância para a Amazônia. O encontro foi realizado no auditório do subsolo do Palácio do Planalto, em Brasília, para permitir a exibição de slides em um telão mostrando a situação da Amazônia.

Segundo nota oficial divulgada pela Presidência da República, o encontro teve o propósito de “apresentar a concepção técnica de um sistema de vigilância para a Amazônia”, composto por sensores (radares, monitoramento por satélite), comunicações e processamento de dados. O novo sistema teria a finalidade de inibir a prática de ilícitos, aumentar o controle das fronteiras e a segurança do tráfego aéreo e fluvial.

Fonte: Diário do Pará (Belém/PA), 13-06-1993

Banco Mundial financia Rondônia

Em março de 1992, o Banco Mundial aprovou um empréstimo de 167 milhões de dólares para o Estado de Rondônia. Esse valor cobriria 75% do custo de um projeto, de US$ 228,9 milhões, para a preservação de mais de quatro milhões de hectares de floresta amazônica e sua biodiversidade, proteção da população indígena em 4,7 milhões de hectares de reservas demarcadas e promoção do desenvolvimento sustentado.

Normalmente, o BIRD só financia 50% do valor dos projetos que aprova, mas já então havia aberto um precedente para o treinamento dos técnicos do Ibama em todo o Brasil. O projeto de Rondônia deveria beneficiar mais de cinco mil índios, 2.400 famílias de seringueiros e outros habitantes das margens da floresta, 900 famílias de pescadores e 52 mil famílias de baixa renda.

Rondônia experimentara um crescimento acelerado. A população local cresceu de 114 mil habitantes em 1970 para 491 mil em 1980 e 1,4 milhão em 1988. Cerca de 75% da área do Estado ainda se encontravam, à época, cobertas de floresta.

Apenas 2,6 milhões de hectares (11% do Estado) eram considerados de solos férteis e próprios para a agricultura. Outros 6,4 milhões de hectares eram de fertilidade média, apropriados apenas para culturas perenes e reflorestamento. Os 63% restantes apresentavam apenas uma frágil superfície de terra boa, inadequada para a agricultura e inteiramente recoberta pela floresta.

Fonte: Gazeta Mercantil (SP), 19-03-1992

Pimeira televisão da Amazônia

A primeira emissora de televisão do Norte do país foi inaugurada em 30 de setembro de 1961. Era a TV Marajoara, Canal 2, dos Diários e Emissoras Associados, sediada em Belém, no Pará. O padrinho da estação foi o empresário Augusto Trajano de Azevedo Antunes, um dos donos da Icomi, que explorava a jazida de manganês de Serra do Navio, no então Território Federal do Amapá.

O primeiro diretor da TV Marajoara foi Frederico Barata. Em seu discurso, na solenidade de inauguração, ele destacou o espírito pioneiro de Assis Chateaubriand, o criador dos Diários Associados, por decidir criar a emissora de televisão independentemente de haver ou não condições econômicas para suportá-la através de receita publicitária. Chateaubriand acreditava no “futuro certo e positivo” da Amazônia, segundo Barata.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 01/10/1961

Pará com DDI

Em 27 de abril de 1976, o Pará passou a fazer parte do sistema nacional de Discagem Direta Internacional (DDI) para a Europa e Estados Unidos. Nesse dia, o governador do Estado, Aloysio Chaves, fez, a partir de Belém, uma ligação para Roma, conversando com o embaixador do Brasil na Itália, Jorge de Carvalho e Silva.

Logo em seguida, o governador passou o telefone para o ministro das comunicações, Euclides Quandt de Oliveira, que falou com o ministro das comunicações da Itália, Giulio Orlando. A ligação, que durou seis minutos e meio, demorou 10 segundos para ser completada.

Fonte: Arquivo Pessoal, 27/04/1976

DDD no Pará

Em 27 de abril de 1976, o Pará passou a fazer parte do sistema nacional de Discagem Direta Internacional (DDI) para a Europa e Estados Unidos. Nesse dia, o governador do Estado, Aloysio Chaves, fez, a partir de Belém, uma ligação para Roma, conversando com o embaixador do Brasil na Itália, Jorge de Carvalho e Silva.

Logo em seguida, o governador passou o telefone para o ministro das comunicações, Euclides Quandt de Oliveira, que falou com o ministro das comunicações da Itália, Giulio Orlando. A ligação, que durou seis minutos e meio, demorou 10 segundos para ser completada.

Fonte: Arquivo Pessoal, 27/04/1976

Primeira televisão

A primeira emissora de televisão do Norte do país foi inaugurada em 30 de setembro de 1961. Era a TV Marajoara, canal 2, dos Diários e Emissoras Associados, sediada em Belém, no Pará. O padrinho da estação foi o empresário Augusto Trajano de Azevedo Antunes, um dos donos da Icomi, que explorava a jazida de manganês de Serra do Navio, no então Território Federal do Amapá.

O primeiro diretor da TV Marajoara foi Frederico Barata. Em seu discurso, na solenidade de inauguração, ele destacou o espírito pioneiro de Assis Chateaubriand, o criador dos Diários Associados, que decidira criar a emissora de televisão independentemente de haver ou não condições econômicas capazes de suportá-la através de receita publicitária. Chateaubriand acreditava no “futuro certo e positivo” da Amazônia, segundo Barata.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 01/10/1961

Primeira televisão

A primeira emissora de televisão da Amazônia foi a TV Marajoara, inaugurada em Belém, no Pará, em 10 de setembro de 1961. O canal 2 pertencia à rede dos Diários e Emissoras Associados, de Assis Chateaubriand. O padrinho da estação foi o empresário Augusto Azevedo Antunes, presidente da Icomi (Indústria e Comércio de Minérios), que explorava a jazida de manganês de Serra do Navio, no Amapá.

(A Província do Pará. Belém/PA, 01/10/1961)

Rádio Nacional no Norte

A Rádio Nacional, com sede em Brasília, fez sua primeira transmissão direta da Amazônia em 1972, quando o presidente Garrastazu Médici visitou Altamira, no Pará, para inspecionar a Transamazônica. Logo em seguida a emissora realizou uma série de reportagens ao vivo de trechos da estrada.

Nesse mesmo ano o governo federal lhe repassou 1,8 milhão de cruzeiros (da época) para aplicar em programas radiofônicos destinados a reforçar a integração nacional, cobrindo especialmente a região amazônica, de forma mais intensa.

A programação teria dois objetivos: colocar o colono instalado na região a par do que estava acontecendo nas outras áreas do país e reduzir a grande penetração de emissoras de rádio cubanas, que apresentavam programas especiais dedicados a essa população.

(Folha do Norte, Belém/PA, 05/05/1972)