Canuto é assassinado

O sindicalista João Canuto de Oliveira, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Rio Maria, no Pará, foi assassinado com 19 tiros dados à queima-roupa, em 18 de dezembro de 1985. O ex-prefeito de Rio Maria, Adilson Laranjeira, foi acusado de mandante do crime, executado por pistoleiros contratados por um taxista e um mecânico da cidade, localizada no sul do Estado, que teriam funcionado apenas como intermediários. Canuto era líder dos sem-terra da região e contava com o apoio da CPT (Comissão Pastoral da Terra).

(O Liberal, Belém/PA, 30/10/1999)

Líder sindical assassinado

Em novembro de 2000, o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Rondon do Pará, José Dutra da Costa, de 43 anos, casado, maranhense, mais conhecido como Dezim, foi assassinado com seis tiros, no início da noite, quando caminhava por uma das ruas da sede do município, no Pará.

O assassino foi preso por populares quando tentava fugir e espancado, mas não chegou a ser identificado no momento da sua captura. Ele se recusava a falar e não tinha nenhum documento de identificação. Ainda com o revólver que usara, foi enquadrado em flagrante delito e mantido preso.

O crime foi associado ao apoio dado pelo dirigente sindical às 40 famílias que ocuparam as terras da fazenda Tulipa Negra.

(Diário do Pará, Belém/PA, 22/11/2000)

O assassinato dos Canuto

Os irmãos Paulo e José Canuto foram mortos em Rio Maria, no sul do Pará, por quatro pistoleiros, no dia 23 de abril de 1990. O terceiro irmão, Orlando Canuto, conseguiu sobreviver, embora gravemente ferido, fugindo para a mata. Seus perseguidores confundiram uma ambulância que se aproximava do local com um carro de polícia e fugiram.

Todas as vítimas do atentado eram militantes do Partido Comunista do Brasil, como o pai, assassinado em 1985, e os mecânicos Braz Antônio de Oliveira e Ronan Rafael Ventura.

A polícia identificou como mandantes do crime o ex-proprietário da fazenda Suaçuí, Geraldo de Oliveira Braga, o Braguinha; seu sucessor na propriedade, Gerdeice Ferreira Marques, e o gerente da fazenda, Francisco Murta. O gerente relacionou 20 armas que estavam na sede da fazenda, mas a polícia só encontrou 11. Entre as que estavam faltando havia uma metralhadora Thompson calibre 45.

(Folha do Norte, Belém/PA, 03/05/1990)

Caso Quintino: PMs absolvidos

As Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Pará absolveram, em setembro de 1991, o capitão da Polícia Militar Raimundo Cordovil, o tenente José Maria Pereira de Oliveira e mais 25 soldados acusados de participar da morte do pistoleiro Raimundo Lira, mais conhecido como Quintino, ocorrida em 4 de janeiro de 1985, em Viseu, no nordeste do Estado. Em março do mesmo ano os militares haviam sido julgados pelo Conselho Especial da Polícia Militar e absolvidos por unanimidade (5 a 0).

(O Liberal, Belém/PA, 28/09/1991)

Juíza abandona processo

Em outubro de 1991 a juíza Yvonne Santiago Marinho, da 2ª vara criminal do fórum de Belém, a quarta mais antiga do Estado, anunciou seu desligamento da presidência do processo que, nos três anos anteriores, vinha apurando o assassinato do deputado estadual João Carlos Batista, do PSB, ocorrido em dezembro de 1988. Ela fez o anúncio minutos antes de iniciar a acusação de Péricles Ribeiro Moreira e Roberto Cirino de Oliveira, apontados como autores do assassinato, que, no entanto, negaram a imputação.

A juíza atribuiu sua iniciativa às pressões que vinha recebendo da mãe do deputado assassinado, às quais não reagia alegando seu “respeito pelo idoso”. Para encerrar a instrução faltava apenas um procedimento formal antes da sentença. A própria juíza, que se dizia convencida da culpa dos dois acusados, reconheceu que sua atitude era inusitada.

(O Liberal, Belém/PA, 06/10/1991)