Fábrica de papel

Em fevereiro de 1967, o Conselho Técnico da Sudam aprovou o projeto de ampliação da Facepa (Fábrica de Papel e Celulose da Amazônia), de 3.500 toneladas por ano para 5.500 toneladas anuais, com faturamento de 4 bilhões de cruzeiros antigos (da época). A indústria, instalada em Belém, passaria também a produzir papel semi-kraft e higiênico, abastecendo toda a Amazônia e parte do  Nordeste.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 09/07/1967

Morte por febre amarela

Um paciente de febre amarela silvestre morreu em Belém em julho de 1967. O colono japonês Tadokoro Yoshitan começou a apresentar os sintomas da doença em Tomé-Açu, município do interior do Pará, no qual imigrantes japoneses se estabeleceram. Com o agravamento da situação, foi transportado para Belém, morrendo no mesmo dia em que foi internado no Hospital Guadalupe. Nessa época, 25 mil pessoas já haviam sido vacinadas contra a doença.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 01/08/1967

a ameaça da febre amarela

Em 1967, foi registrada em Belém a ocorrência do mosquito Aedes Aegypt. As autoridades públicas trataram de rapidamente esclarecer que a presença do inseto não significava automaticamente a presença da febre amarela, erradicada da capital paraense no início do século XX, a partir dos trabalhos de Oswaldo Cruz.

Na mesma época, o Aedes Aegypt havia sido detectado na Colômbia, Cuba, Guiana, Haiti, Venezuela, Guatemala, Jamaica, República Domincana e Tobago, além de nos Estados Unidos, “sem que qualquer problema de febre amarela tenha se verificado nesses países”.

Em nota oficial conjunta, as autoridades do governo pediram a colaboração da população, para adotar medidas preventivas, sobretudo a vacinação, “porquanto em anos passados ocorreram alguns casos de febre amarela silvestre em área próxima a Belém”.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 29/07/1967

Fazenda do Bradesco

Em 1967, a Sudam aprovou o projeto da Companhia Melhoramentos da Ligação Agro-Pecuária, com sede no quilômetro 278 da rodovia Belém-Brasília, no município de Paragominas, no Pará. Além da cria, recria e engorda de boi, e a criação de cavalos, jumentos e porcos de raça, a empresa se propunha a fazer a industrialização da madeira da região, o beneficiamento de arroz e a produção de ração animal.

Os sócios no empreendimento eram o banqueiro Amador Aguiar, presidente do Bradesco. Jayme Watt e José Teles de Menezes, ambos fazendeiros com tradição no setor. O projeto seria implantado em seis anos, com investimento de 9,5 bilhões de cruzeiros antigos (moeda da época).

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 02/07/1967

Fim da navegação de cabotagem

Em 1967, a Comissão de Marinha Mercante decidiu transferir para o Lóide Brasileiro três navios de cabotagem que integravam a frota do SNAPP (Serviço de Navegação da Amazônia e Administração dos Portos do Pará): o “Cidade de Belém”, o “Volta Redonda” e o “Cidade de Manaus”. Essas embarcações, de cinco mil toneladas, haviam sido incorporadas pelo SNAPP em 1961, fazendo a linha Manaus-Buenos Aires, transportando principalmente trigo. Para compensar, seria reforçada a frota fluvial da empresa estatal amazônica, que encerraria sua linha de cabotagem.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 14/07/1967

Sudam aprova projetos

O Conselho Técnico da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), reunido em Belém, em julho de 1967, aprovou dois projetos econômicos. Um, da Companhia Agro-Pastoril do Vale do Campo Alegre, com sede no município de Santana do Araguaia, no Pará, com investimento de 6,3 milhões de cruzeiros novos (valor da época). Outro, da Ovecosa (Óleos Vegetais Coroatá S/A), no município de Coroatá, no Maranhão, destinada a fabricar óleos vegetais de sementes produzidas na região, especialmente de babaçu e algodão, assim como industrialização e comercialização de subprodutos, com investimento de 618 mil cruzeiros novos.

O conselho concedeu isenção total de imposto de renda e adicionais à empresa Produtos Vitória, de Belém. Foi aprovado ainda um termo aditivo a um contrato de 1964, assinado ainda na época da SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia), para a construção de esgotos sanitários em Belém, com a participação da Fundação Sesp (Serviço Especial de Saúde Pública) e Departamento de Águas e Esgotos do Pará.

Fonte: Folha do Norte (Belém/PA), 21/07/1967

O primeiro trator da Icomi

O primeiro trator Caterpillar D-9 usado na Amazônia foi comprado, em julho de 1962, pela Icomi (Indústria e Comércio de Minérios S/A), do grupo Antunes. A máquina seria usada na mina de manganês de Serra do Navio, no Amapá. A venda foi feita pela Importadora de Ferragens, de Belém, que entregou o trator no porto de Santana. Depois do teste, a máquina foi embarcada na ferrovia de propriedade da Icomi e levada para a sede da mineradora em Serra do Navio.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 08/07/1962