Alunorte: US$ 800 milhões

O projeto da Alunorte foi reavaliado pela CVRD em 806 milhões de dólares, dos quais US$ 270 milhões tinham sido aplicados até 1990. Desse total, o BNDES havia emprestado US$ 120 milhões. A Alunorte, localizada em Barcarena, a 40 quilômetros em linha reta de Belém, foi projetada para produzir 1,1 milhão de toneladas, dos quais 670 mil toneladas de alumina para a Albrás e 100 mil toneladas para a Valesul, no Rio de Janeiro, ficando o restante com os sócios.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-10-1990

Albrás: US$ 1,3 bi

 

A Albrás representou investimento original de 1,3 bilhão de dólares, dos quais US$ 700 milhões aplicados na segunda fase de implantação. A fábrica incorporou vários aperfeiçoamentos tecnológicos. Em 1990, tinha 2.400 empregados.

Suas instalações ocupam uma área de 70 hectares em Barcarena, no Pará, mas a empresa mantém em seu entorno uma área verde de 3.500 hectares fiscalizada permanentemente por uma Comissão de Meio Ambiente.

Existiam ainda em 1990 seis estações de monitoramento da poluição, para verificar se os equipamentos antipoluição funcionavam satisfatoriamente. A CVRD detinha 51% do capital da empresa. Os restantes 49% eram divididos entre 33 empresas japonesas reunidas em um consórcio.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-09-1990

Albrás conclui 1ª fase

Em dezembro de 1986, a Albrás concluiu a implantação da primeira etapa de sua fábrica de alumínio, localizada às proximidades de Belém, no Pará, com capacidade nominal para produzir 160 mil toneladas anuais de metal. Foram ligadas as duas últimas cubas de redução, fato comemorado com um “forró” na Vila dos Cabanos e a dispensa do ponto para os funcionários que não estivessem trabalhando na linha de redução naquele dia 12 de dezembro.

Fonte : O Liberal (Belém), 09-11-1990

Reserva de Caxiuanã

Em outubro de 1990, o governo inglês assinou um convênio com o governo brasileiro, concedendo 2,7 milhões de dólares para apoiar a implantação da estação de pesquisas de Caxiuanã, no Pará, pertencente ao Museu Paraense Emílio Goeldi, de Belém, destinada ao estudo de ecossistemas da Amazônia.

O projeto fazia parte de uma lista de nove projetos identificados em 1989 pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Overseas Development Agency (ODA). Em 1989, o governo inglês concedeu US$ 3,5 milhões para a observação do clima amazônico, projeto a cargo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São Paulo.

Fonte : Gazeta Mercantil (SP), 09-11-1990

Interesse alemão

Em novembro de 1990, passou pela Amazônia uma missão do governo alemão chefiada pelo diretor geral para a América Latina do Ministério da Cooperação Econômica, Helmur Schaffer, com a participação de representantes do Banco Alemão de Desenvolvimento e da Sociedade Alemã de Cooperação Técnica.

O objetivo da missão era identificar os projetos formulados pelas principais instituições brasileiras que atuam na Amazônia visando a proteção da floresta tropical, a recuperação das áreas degradadas “e outras iniciativas que se adaptem aos anseios ecológicos da comunidade mundial”.

Fonte: O Liberal (Belém), 09-11-1990

As pragas de Tucuruí

Em 1986, os moradores de cinco glebas situadas às margens do reservatório da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, para onde foram relocados devido à inundação de suas terras, começaram a enfrentar pragas de mosquitos e moscas, que proliferaram nas reentrâncias dos lagos, transformados em viveiros. O problema atingiu quase cinco mil pessoas e 1.227 imóveis cadastrados. Em 1991, a praga era tão intensa que a prefeitura de Tucuruí decretou estado de calamidade pública na área.
Fonte : O Liberal (Belém), 16-06-1991

O grande blecaute de Tucuruí

No dia 8 de março de 1991 ocorreu um acidente na linha de transmissão de energia da hidrelétrica de Tucuruí para Belém, no Pará, provocando um blecaute que durou 12 horas. A região atingida por esse acidente, provocado pelo rompimento de uma peça metálica de sustentação da linha, devido a fadiga mecânica, possuía então quatro milhões de habitantes.

O maior prejuízo foi causado à fábrica de alumínio da Albrás, em Barcarena, atingida pelo mais grave acidente já sofrido por uma indústria de alumínio em todo o mundo causado pela falta de energia. Os 846 fornos das quatro reduções da fábrica pararam e só voltaram a operar lentamente.

Nessa época, a fábrica tinha começado a produzir nove mil toneladas diárias de alumínio com teor acima de 99,8%. Ela pagava, então, sete milhões de dólares mensais de conta de energia à Eletronorte.

Fonte : A Província do Pará (Belém), 21-03-1991