Católicos nas Anavilhanas

Em outubro de 1989, vários órgãos da imprensa italiana comentaram a ligação do Pime (Pontifício Instituto Missionário Estrangeiro) e do Movimento Popoplare com outra organização católica, a Comunhão e Libertação, na especulação com terras e num negócio hoteleiro dentro da estação ecológica das Ilhas Anavilhanas, um majestoso arquipélago fluvial localizado a 100 quilômetros de Manaus, no Amazonas.

A iniciativa visaria “encobrir sob o manto da caridade e da religiosidade um empreendimento consumista e capitalista”, segundo editorial da revista Missione Oggi, dos missionários xaverianos. O empreendimento era de Fernando Degan, que havia trabalhado como gerente da indústria de óculos Ialo, em Manaus. Na volta à Itália, ele conseguiu o apoio de outros empresários italianos.

Sua ideia era construir um hotel a 10 quilômetros da estação ecológica, todo em madeira, com não mais do que 1.200 metros quadrados de área construída e outros mil metros quadrados de área adjacente desmatada, mantendo-se preservados oito milhões de metros quadrados. O hotel teria acomodações para 40 ou 60 hóspedes. Custaria 522 mil dólares.

Fonte: Jornal do Brasil (Rio de Janeiro/RJ), 19/11/1989

Satélite acompanha desmatamento

No primeiro semestre de 1977, a Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) começou a receber as imagens do satélite norte-americano Landsat, captadas pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). De 18 em 18 dias o satélite cobria todo o território amazônico. Com essas imagens, a Sudam começou a monitorar o desmatamento na região, um problema que atraiu a atenção do governo depois de denúncias sobre extensas queimadas que a Volkswagen estaria fazendo em sua fazenda de 140 mil hectares, no sul do Pará, fotografadas pelo satélite.

FONTE: O Estado de S. Paulo (São Paulo/SP), 27/08/1977

Reserva em Balbina

Em junho de 1990, o presidente Fernando Collor de Mello criou a Reserva Biológica do Uatumã, no Estado do Amazonas, com área de 560 mil hectares, subordinada ao Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A área abrangeria as ilhas formadas no reservatório da hidrelétrica de Balbina.

FONTE: Gazeta Mercantil (São Paulo/SP), 09/06/1990

Estudo dos manguezais

O Ecolab (Programa Regional de Estudos Integrados de Manguezais por Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento) é um programa de cooperação científica franco-brasileiro, iniciado em 1992, em Caiena, na Guiana Francesa. Sua finalidade é estudar os manguezais litorâneos situados entre o Suriname e o nordeste do Pará. Atesta a preocupação com essa área, que, a exemplo da floresta, vem sendo cada vez mais degradada pelo impacto das atividades humanas.

Fonte: Diário do Pará (Belém/PA), 08/03/1995

Recuperação de área degradada

Em 1992, a empresa japonesa Eidai do Brasil iniciou o projeto Experiência de Recuperação de Área Degradada, implantado em três áreas. Uma, ao lado da sua fábrica, no distrito industrial de Icoaraci, na Grande Belém. As outras duas em Breves e Igarapé-Açu, todas no Pará.

O projeto pioneiro foi ao lado da fábrica: uma área de cinco hectares, totalmente degradada pela retirada de aterro, foi recomposta com o rejeito da produção de compensado, que chegava a 70 mil metros cúbicos anuais, comercializados no exterior.

Recomposto o solo com toneladas de serragem, cascas de árvores e outros materiais, foram plantadas 120 mil mudas de diversas espécies florestais amazônicas, como cedro, sumaúma e virola. O investimento inicial do experimento foi de 120 mil dólares.

Fonte: Diário do Pará (Belém/PA), 05/03/1995

Praga no lago de Tucuruí

As glebas Parakanã, Pucuruí e Tucuruí, localizadas às margens do reservatório da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, foram consideradas em estado de emergência, em 1991, por causa da proliferação de moscas hematófagas, que chegaram a dar 5 mil picadas por hora em moradores da região. A praga surgiu em consequência do apodrecimento das árvores que ficaram submersas no lago, gerando gases e eliminando o oxigênio da água.

Em setembro de 1992, o Incra criou o projeto de assentamento Rio Gelado, destinado a absorver os moradores do lago. Posteriormente, o Ibama concedeu à empresa madeireira Abrolho Verde autorização para extrair madeira na área, com base num projeto de manejo considerado inconsistente pelos representantes dos lavradores. Quando trabalhadores contratados pela empresa começaram a entrar na mata, entraram em conflito, em 1974, com as 1.250 famílias beneficiadas pelo assentamento Rio Gelado.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 17/03/1995

Contrabando de peles

Em setembro de 1971, a 7ª Companhia de Fronteira do Exército apreendeu 50 mil peles de animais, incluindo onças e macacos, na cidade de Benjamin Constant, no Estado do Amazonas. A carga estava em nome de empresas de Manaus e se destinavam a Letícia, na Colômbia. A operação foi realizada em sigilo porque as autoridades acreditavam estar na pista dos “reis” do contrabando de peles.

Fonte: O Estado de S. Paulo (São Paulo/SP), 11/11/1971