Cassiterita de Rondônia

Em 1987, a Companhia Estanífera Brasileira (Cesbra) e a Companhia de Mineração Jacundá foram responsáveis por 1,94% da produção mineral brasileira e 14,8% da produção nacional de estanho. As duas empresas eram controladas pela holding Cesbra – Administração e Participações, por sua vez com o controle dividido em partes iguais pela empresa canadense Brascan Brasil e pela inglesa British Petroleum Mineração. A Cesbra, através da Jacundá, lavrava cassiterita na região de Santa Bárbara, em Porto Velho, Rondônia.

Fonte: Gazeta Mercantil (São Paulo/SP), 02-02-1988

Tamanho da Vale no Pará

Em 1992, os investimentos da Companhia Vale do Rio Doce no Pará somavam pouco mais de 5,5 bilhões de dólares, aos quais seriam acrescidos, nos cinco anos seguintes, mais US$ 1,56 bilhão na implantação de três novos projetos: a fábrica de alumina da Alunorte, em Barcarena; o caulim de Ipixuna e o cobre do Salobo, em Carajás.

Aos empregos e rendas que o sistema CVRD possibilitava, direta ou indiretamente, a 50 mil pessoas no Estado, seriam aduzidos, por esses novos empreendimentos, 12.350 novos empregos diretos, na fase de implantação, e 10.300, diretos e indiretos, na fase de operação.

Em 1992, a Vale, por suas controladas e coligadas, gastou US$ 144 milhões no Pará, sendo US$ 80,7 milhões de impostos, que representaram um quarto de toda a receita tributária estadual, e US$ 63,4 milhões em compras e serviços, não incluindo nesse total as aplicações da Fundação Vale do Rio Doce e da Alunorte, que na época se encontrava paralisada.

Carajás foi a maior fonte de impostos naquele ano, com US$ 41 milhões, vindo depois a Albrás, com US$ 21 milhões, e a Mineração Rio do Norte, com US$ 18 milhões. Em compras e serviços, os gastos foram de US$ 32 milhões pela Albrás, US$ 23 milhões por Carajás e US$ 6,6 milhões pela Mineração Rio do Norte.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 11-04-1993

Polo florestal em Carajás

No final de 1991 o Congresso Nacional aprovou, em regime de urgência urgentíssima, o projeto do governo que autorizou a Companhia Vale do Rio Doce a implantar o primeiro grande projeto florestal-industrial na região da ferrovia de Carajás.

O projeto previa então o reflorestamento de 110 mil hectares e a produção de 420 mil toneladas de celulose de fibra curta, em uma usina a ser localizada no Maranhão, com investimento direto de 242 bilhões de cruzeiros (valor da época), gerando mais de seis mil novos empregos, dos quais 3.300 diretamente vinculados ao sistema operacional (florestas e indústria).

Fonte : Diário do Pará (Belém/PA), 26-01-1992

Vale lucra em 1991

A Companhia Vale do Rio Doce faturou, em 1991, quase 2,4 bilhões de dólares, 5,5% a mais do que no ano anterior, dos quais US$ 1,4 bilhão com a venda de 67 milhões de toneladas de minério de ferro. O lucro líquido da empresa ficou abaixo de US$ 300 milhões, mas foi quase três vezes maior do que o de 1990. Seu endividamento líquido era de US$ 1,5 bilhão. Ela investiu US$ 222 milhões em 1991, principalmente comprando equipamentos mais modernos para reduzir custos.

Fonte : Folha de S. Paulo (São Paulo/SP), 26-01-1992

Celulose da Vale no Maranhão

A Companhia Vale do Rio Doce decidiu iniciar, em 1992, a implantação do projeto da Celmar (Celulose do Maranhão S/A), em Imperatriz, ficando com 30% do capital, enquanto a empresa japonesa Nisso Iwai teria 15%. Os 55% restantes seriam distribuídos entre a Cia. de Papéis Simão e a Ripasa.

Começando no mesmo ano, o projeto de reflorestamento – desenvolvido em áreas degradadas – consumiria 200 milhões de dólares até 1998, quando já haveria madeira para ser usada.

Somente a partir de 1999 os sócios começariam a desembolsar US$ 500 milhões para iniciar a fase II da Celmar, implantando em módulos a unidade de produção de 500 mil toneladas de celulose e uma futura fábrica de papel. Toda a produção seria destinada à exportação.

(Arquivo Pessoal, 1993)

Fábrica de caulim no Pará

Em 1992, o Conselho Deliberativo da Sudam aprovou o projeto da Rio Capim Caulim, no qual a Construtora Mendes Júnior se dispunha a investir 120 milhões de dólares para produzir um milhão de toneladas anuais de caulim, a partir de jazidas localizadas em São Domingos do Capim, no Pará, com reserva de 120 milhões de toneladas. O empreendimento deveria entrar em produção em 1995, gerando 500 empregos diretos e possibilitando faturamento anual de US$ 120 milhões.

Em 1993, a Mendes Júnior assinou uma carta de intenções e um acordo de cooperação com a empresa alemã AKW (Amberger Kaolinwerke GmbH), para possibilitar que 90% da produção fosse exportada. A AKW liderava um conglomerado de empresas que produzem a cada ano 400 mil toneladas de caulim, com faturamento superior a US$ 250 milhões, comercializando na Europa um total de 700 mil toneladas do produto.

Fonte : Gazeta Mercantil (São Paulo/SP), 21-09-1993

Exportações do Pará

Em 1979, as exportações do Pará somaram 255 milhões de dólares. Os principais produtos vendidos ao exterior foram: madeira, 73 milhões de dólares; pimenta-do-reino, US$ 46 milhões; castanha, 34 milhões; camarão, 19 milhões; e palmito, 18 milhões.

Em 1980, as exportações atingiram 434 milhões. Os principais produtos foram: madeira, 101 milhões; celulose, 91 milhões; bauxita, 64 milhões; pimenta-do-reino, 53 milhões; e palmito, 33 milhões.

Fonte: O Liberal (Belém), 30-07-1981

Irregularidades na Sudam

Em março de 1988, a Polícia Federal instaurou inquérito, em Belém, para apurar irregularidades na aplicação da política de incentivos fiscais pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, conforme denúncia apresentada pelo empresário Joaquim de Jesus dos Anjos Bittencourt, dono da Arajá Motomecanização, uma empresa incentivada.

Em agosto do mesmo ano, o superintendente da Sudam, Henry Kayath, encaminhou um ofício à PF estranhando a atitude do empresário. A Sudam havia decidido sustar a liberação de recursos para a Arajá ao constatar que quatro declarações de opção de investidores apresentadas pela empresa eram inexistentes e uma outra, da empresa Eletrofrio, apesar de verdadeira, não fora acompanhada da comprovação do recolhimento. Esses recursos seriam aplicados em outra empresa de Jesus, a Companhia Gráfica e Editora Arajá.

Fonte : O Liberal (Belém), 06-09-1988

Alunorte: US$ 800 milhões

O projeto da Alunorte foi reavaliado pela CVRD em 806 milhões de dólares, dos quais US$ 270 milhões tinham sido aplicados até 1990. Desse total, o BNDES havia emprestado US$ 120 milhões. A Alunorte, localizada em Barcarena, a 40 quilômetros em linha reta de Belém, foi projetada para produzir 1,1 milhão de toneladas, dos quais 670 mil toneladas de alumina para a Albrás e 100 mil toneladas para a Valesul, no Rio de Janeiro, ficando o restante com os sócios.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-10-1990

Albrás: US$ 1,3 bi

 

A Albrás representou investimento original de 1,3 bilhão de dólares, dos quais US$ 700 milhões aplicados na segunda fase de implantação. A fábrica incorporou vários aperfeiçoamentos tecnológicos. Em 1990, tinha 2.400 empregados.

Suas instalações ocupam uma área de 70 hectares em Barcarena, no Pará, mas a empresa mantém em seu entorno uma área verde de 3.500 hectares fiscalizada permanentemente por uma Comissão de Meio Ambiente.

Existiam ainda em 1990 seis estações de monitoramento da poluição, para verificar se os equipamentos antipoluição funcionavam satisfatoriamente. A CVRD detinha 51% do capital da empresa. Os restantes 49% eram divididos entre 33 empresas japonesas reunidas em um consórcio.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-09-1990