Exportações do Pará

Em 1979, as exportações do Pará somaram 255 milhões de dólares. Os principais produtos vendidos ao exterior foram: madeira, 73 milhões de dólares; pimenta-do-reino, US$ 46 milhões; castanha, 34 milhões; camarão, 19 milhões; e palmito, 18 milhões.

Em 1980, as exportações atingiram 434 milhões. Os principais produtos foram: madeira, 101 milhões; celulose, 91 milhões; bauxita, 64 milhões; pimenta-do-reino, 53 milhões; e palmito, 33 milhões.

Fonte: O Liberal (Belém), 30-07-1981

Irregularidades na Sudam

Em março de 1988, a Polícia Federal instaurou inquérito, em Belém, para apurar irregularidades na aplicação da política de incentivos fiscais pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia, conforme denúncia apresentada pelo empresário Joaquim de Jesus dos Anjos Bittencourt, dono da Arajá Motomecanização, uma empresa incentivada.

Em agosto do mesmo ano, o superintendente da Sudam, Henry Kayath, encaminhou um ofício à PF estranhando a atitude do empresário. A Sudam havia decidido sustar a liberação de recursos para a Arajá ao constatar que quatro declarações de opção de investidores apresentadas pela empresa eram inexistentes e uma outra, da empresa Eletrofrio, apesar de verdadeira, não fora acompanhada da comprovação do recolhimento. Esses recursos seriam aplicados em outra empresa de Jesus, a Companhia Gráfica e Editora Arajá.

Fonte : O Liberal (Belém), 06-09-1988

Alunorte: US$ 800 milhões

O projeto da Alunorte foi reavaliado pela CVRD em 806 milhões de dólares, dos quais US$ 270 milhões tinham sido aplicados até 1990. Desse total, o BNDES havia emprestado US$ 120 milhões. A Alunorte, localizada em Barcarena, a 40 quilômetros em linha reta de Belém, foi projetada para produzir 1,1 milhão de toneladas, dos quais 670 mil toneladas de alumina para a Albrás e 100 mil toneladas para a Valesul, no Rio de Janeiro, ficando o restante com os sócios.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-10-1990

Albrás: US$ 1,3 bi

 

A Albrás representou investimento original de 1,3 bilhão de dólares, dos quais US$ 700 milhões aplicados na segunda fase de implantação. A fábrica incorporou vários aperfeiçoamentos tecnológicos. Em 1990, tinha 2.400 empregados.

Suas instalações ocupam uma área de 70 hectares em Barcarena, no Pará, mas a empresa mantém em seu entorno uma área verde de 3.500 hectares fiscalizada permanentemente por uma Comissão de Meio Ambiente.

Existiam ainda em 1990 seis estações de monitoramento da poluição, para verificar se os equipamentos antipoluição funcionavam satisfatoriamente. A CVRD detinha 51% do capital da empresa. Os restantes 49% eram divididos entre 33 empresas japonesas reunidas em um consórcio.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-09-1990

Albrás conclui 1ª fase

Em dezembro de 1986, a Albrás concluiu a implantação da primeira etapa de sua fábrica de alumínio, localizada às proximidades de Belém, no Pará, com capacidade nominal para produzir 160 mil toneladas anuais de metal. Foram ligadas as duas últimas cubas de redução, fato comemorado com um “forró” na Vila dos Cabanos e a dispensa do ponto para os funcionários que não estivessem trabalhando na linha de redução naquele dia 12 de dezembro.

Fonte : O Liberal (Belém), 09-11-1990

Alumar aumenta produção

Em 1989, a Alumar, instalada em São Luís, no Maranhão, iniciou um programa de investimento de US$ 270 milhões para elevar sua capacidade de produção de alumínio primário de 245 mil para 328 mil toneladas/ano. Os custos desse investimento seriam integralmente cobertos pela Billiton Metais, subsidiária da Shell, que, assim, elevaria sua participação societária a 44% do capital.

Com a expansão, a Alumar se tornaria a maior indústria de alumínio do Brasil e uma das maiores do mundo. Dos 235 mil toneladas que produziu em 1988, a Alumar exportou 150 mil toneladas, que lhe permitiram faturar US$ 340 milhões em divisas.

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP), 18-08-1989

Albrás: US$ 625 milhões

Em maio de 1988, a Albrás iniciou a implantação da Fase II da sua fábrica de alumínio em Barcarena, às proximidades de Belém, no Pará, para dobrar a produção, de 160 mil para 320 mil toneladas. O orçamento da expansão era de US$ 625 milhões, 30% dos quais provenientes dos dois sócios (a Companhia Vale do Rio Doce, com 51%, e o consórcio japonês NAAC, com 49%) e os outros 70% do BNDES.

Fonte : Gazeta Mercantil (SP), 18-05-1988