Militar denuncia Igreja

Em abril de 1979, o comandante do 8º BEC (Batalhão de Engenharia de Construção) do Exército de Santarém, no Pará, denunciou a existência de “infiltração estrangeira” na região do Tapajós, apontando como responsável o bispo local, d. Tiago Ryan, americano, e os sacerdotes da diocese. Segundo o militar, os religiosos “desenvolvem princípios negativos na mente da população”.

Imediatamente a Regional Norte II da CNBB divulgou uma nota oficial em apoio ao bispo e aos padres, dizendo que o militar deveria denunciar empresas estrangeiras que “devastam a região e a ocupam em função de seus próprios interesses econômicos e aumento de seus lucros”. Defendeu também a “missão da Igreja”.

Fonte: O Liberal (Belém), 08-04-1979

Garimpeiros na Venezuela

Em maio de 1989, a Guarda Nacional da Venezuela expulsou aproximadamente três mil garimpeiros brasileiros que tinham invadido as nascentes do rio Orenoco, penetrando 20 quilômetros em território venezuelano a partir da fronteira com Roraima.

A invasão começou a ser percebida quando as águas do rio passaram a ficar amarelas, em consequência da garimpagem. A ação dos militares foi enérgica e os garimpeiros tiveram que fugir às pressas.

Fonte: O Globo (RJ), 14-02-1989

Alunorte: US$ 800 milhões

O projeto da Alunorte foi reavaliado pela CVRD em 806 milhões de dólares, dos quais US$ 270 milhões tinham sido aplicados até 1990. Desse total, o BNDES havia emprestado US$ 120 milhões. A Alunorte, localizada em Barcarena, a 40 quilômetros em linha reta de Belém, foi projetada para produzir 1,1 milhão de toneladas, dos quais 670 mil toneladas de alumina para a Albrás e 100 mil toneladas para a Valesul, no Rio de Janeiro, ficando o restante com os sócios.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-10-1990

Albrás: US$ 1,3 bi

 

A Albrás representou investimento original de 1,3 bilhão de dólares, dos quais US$ 700 milhões aplicados na segunda fase de implantação. A fábrica incorporou vários aperfeiçoamentos tecnológicos. Em 1990, tinha 2.400 empregados.

Suas instalações ocupam uma área de 70 hectares em Barcarena, no Pará, mas a empresa mantém em seu entorno uma área verde de 3.500 hectares fiscalizada permanentemente por uma Comissão de Meio Ambiente.

Existiam ainda em 1990 seis estações de monitoramento da poluição, para verificar se os equipamentos antipoluição funcionavam satisfatoriamente. A CVRD detinha 51% do capital da empresa. Os restantes 49% eram divididos entre 33 empresas japonesas reunidas em um consórcio.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-09-1990

Albrás conclui 1ª fase

Em dezembro de 1986, a Albrás concluiu a implantação da primeira etapa de sua fábrica de alumínio, localizada às proximidades de Belém, no Pará, com capacidade nominal para produzir 160 mil toneladas anuais de metal. Foram ligadas as duas últimas cubas de redução, fato comemorado com um “forró” na Vila dos Cabanos e a dispensa do ponto para os funcionários que não estivessem trabalhando na linha de redução naquele dia 12 de dezembro.

Fonte : O Liberal (Belém), 09-11-1990

Reserva de Caxiuanã

Em outubro de 1990, o governo inglês assinou um convênio com o governo brasileiro, concedendo 2,7 milhões de dólares para apoiar a implantação da estação de pesquisas de Caxiuanã, no Pará, pertencente ao Museu Paraense Emílio Goeldi, de Belém, destinada ao estudo de ecossistemas da Amazônia.

O projeto fazia parte de uma lista de nove projetos identificados em 1989 pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Overseas Development Agency (ODA). Em 1989, o governo inglês concedeu US$ 3,5 milhões para a observação do clima amazônico, projeto a cargo do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São Paulo.

Fonte : Gazeta Mercantil (SP), 09-11-1990

Interesse alemão

Em novembro de 1990, passou pela Amazônia uma missão do governo alemão chefiada pelo diretor geral para a América Latina do Ministério da Cooperação Econômica, Helmur Schaffer, com a participação de representantes do Banco Alemão de Desenvolvimento e da Sociedade Alemã de Cooperação Técnica.

O objetivo da missão era identificar os projetos formulados pelas principais instituições brasileiras que atuam na Amazônia visando a proteção da floresta tropical, a recuperação das áreas degradadas “e outras iniciativas que se adaptem aos anseios ecológicos da comunidade mundial”.

Fonte: O Liberal (Belém), 09-11-1990