Macuxis são presos

Em julho de 1987, o juiz da 1ª circunscrição de Roraima, Antônio Ferreira Anunciação Neto, determinou a prisão de 14 índios da tribo macuxi. Eles foram acusados de agredir e deter por 16 horas três funcionários da Fazenda Guanabara, no município de Normandia, no norte do então Território Federal (hoje Estado).

O episódio resultou de uma antiga disputa entre os índios da maloca Santa Cruz, habitada por 100 macuxis, e os proprietários da fazenda, que bloquearam o único acesso dos índios, obrigando-os a enfrentar uma montanha íngreme para chegar à sua terra. Os índios foram libertados graças a um habeas corpus. Outros cinco índios foram presos e deixados sob a custódia da Funai.

(Jornal do Brasil, Rio de Janeiro/RJ, 28/07/1987)

Tikunas são mortos e feridos

Quatorze índios Tikuna foram mortos e outros 27 feridos, vários em estado grave, por 14 homens armados liderados pelo madeireiro Oscar Castelo Branco, no final de março de 1988, na boca do igarapé Capacete, próximo à área indígena São Leopoldo, no município de Benjamin Constant, no Estado do Amazonas.

Cerca de 100 índios esperavam, na manhã do dia 28, por notícias sobre a morte de um boi pertencente à tribo. O fato, ocorrido 10 dias antes, foi interpretado pelos índios como uma provocação de Castelo Branco. O grupo do madeireiro ocupou a área ao redor e dois deles foram falar com os índios.

Um dos brancos, um garoto de 14 anos, atirou num índio e fugiu. O outro foi desarmado. Do mato começou então o tiroteio, que atingiu vários índios e colocou os demais em fuga.

(O Estado de S. Paulo, São Paulo/SP, 01/04/1988)

Índios contra hidrelétrica

Oito líderes da reserva indígena Nambikwara, situada na divisa entre Mato Grosso e Rondônia, representaram junto à Procuradoria Geral da República, em novembro de 1989, contra a construção da hidrelétrica Doze de Outubro, projetada pela empresa de construção Goes Cohabita.

A empresa era do deputado Joacy Goes, do PMDB da Bahia, na época presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal. A usina, localizada a cinco quilômetros da aldeia Kithãlu, foi projetada para produzir 11 megawatts, inundando 4,5 hectares dentro do território indígena, a um custo de 30 milhões de dólares.

Os direitos de exploração da usina seriam da própria Goes Cohabita. Ela se tornaria, assim, a primeira empresa privada a explorar uma hidrelétrica na Amazônia.

(Jornal do Brasil, Rio de Janeiro/RJ, 09/11/1989)

Papa apoia índios

O papa João Paulo II foi uma das personalidades internacionais a dar apoio ao I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, realizado em fevereiro de 1989, em Altamira, no Pará. Em uma mensagem encaminhada pelo secretário de estado do Vaticano, cardeal Casarolli, o papa disse que estava “acompanhando com afeto em Cristo” as atividades do encontro, enviando bênção e solidariedade aos índios. A mensagem, dirigida ao bispo do Xingu, d. Erwin Krautler, foi lida perante 500 índios reunidos no Centro Comunitário de Altamira.

(O Globo, Rio de Janeiro/RJ, 13/02/1989)

Índios na ferrovia

No dia 18 de agosto de 1985, um grupo de índios nômades apareceu no quilômetro 356 da ferrovia de Carajás, entre os municípios de Santa Inês e Açailândia, no Maranhão. Eles atacaram os trabalhadores de uma empreiteira que atuava na ferrovia, ferindo um tratorista. Os Guajás, que moravam a 100 quilômetros do local do ataque, disseram que os índios eram os Mihua.

(O Liberal, Belém/PA, 03/09/1985)

Polícia prende Kayapós

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Em agosto de 1985, uma tropa da Polícia Militar invadiu a reserva Kayapó, no sul do Pará, e prendeu cinco guerreiros da aldeia Gorotire. Os policiais foram chamados pelos fazendeiros, estabelecidos no limite sul da reserva. O litígio entre fazendeiros e índios foi provocado pela não demarcação dos 3,3 milhões de hectares da reserva. A invasão da PM e a prisão dos guerreiros provocou reação dos Kayapós.

(O Liberal, Belém/PA, 28/08/1985)

Atrito governo/Cimi

Dois advogados e dois jornalistas do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), que assessoravam e documentavam assembleia indígenas no Alto Rio Negro, no Estado do Amazonas, foram detidos, em junho de 1989, pelo comandante do 1º Batalhão de Fronteira, na área indígena Iauareté, próximo à fronteira do Brasil com a Colômbia.

Os índios protestaram, mas os quatro foram levados de barco para o município de São Gabriel da Cachoeira. Depois de interrogados e perderem a documentação que carregavam (filmes, fitas de vídeo, mapas e cadernos de anotações), foram liberados. Os jornalistas eram Honória Garcia Rocha e Júlio Azcarete, este espanhol, e os advogados Felisberto Damasceno e Judithe Moreira.

(Jornal do Brasil, Rio de Janeiro/RJ, 01/07/1989)