Descoberta de bauxita

Em fevereiro de 1974, a Ethyl Corporation anunciou em Richmond, na Virgínia (EUA), a descoberta de um grande depósito de bauxita na região amazônica, através de sua subsidiária brasileira, a empresa Santa Rita de Mineração Limitada. A Ethyl informou ainda que os estudos de aviação e de engenharia de pesquisa ainda exigiriam pelo menos dois anos de trabalho, tal a extensão e a profundidade da jazida descobertas. Mas não deu indicação sobre a localização exata da ocorrência.

(O Estado de S. Paulo, São Paulo/SP, 26/02/1974)

A ação da Rio Impex

Em abril de 1961, o deputado estadual Cléo Bernardo criticou, da tribuna da Assembleia Legislativa do Pará, a Rio Impex, estabelecida no município de Itupiranga. A empresa alemã teria obstruído o igarapé Lago Vermelho, tributário do rio Tocantins, com cerca de 700 toros de mogno, impedindo assim o escoamento de mais de mil hectolitros de castanha que seriam levados para Belém e exportados.

Esse seria mais um dos abusos praticados pela empresa contra a população da região. Já antes ela teria comprado todo o estoque de boi em pé existente no município, “controlando o preço e as condições de venda”. Também estaria se recusando a pagar os impostos lançados pela prefeitura de Itupiranga, obrigando o poder público a cobrá-los judicialmente.

(Folha do Norte, Belém/PA, 20/04/1961)

A Volks e o fogo

Se fosse deixada livre, a Volkswagen teria queimado 14 mil hectares para formar pastos no lugar da floresta e colocar seu rebanho bovino na fazenda que possuía em Santana do Araguaia, no sul do Pará, a Vale do Rio Cristalino. O incêndio foi detectado pelo satélite Skylab e a Volks foi impedida de continuar a queimada. Em outubro de 1978 o presidente da multinacional, Wolfgang Sauer, defendeu o uso do fogo, em cerimônia na Federação das Indústrias do Estado.

(Arquivo Pessoal, 1978)

Descoberta de bauxita

Em fevereiro de 1974, a Ethyl Corporation anunciou em Richmond, na Virgínia (EUA), a descoberta de um grande depósito de bauxita na região amazônica, através de sua subsidiária brasileira, a empresa Santa Rita de Mineração Limitada. A Ethyl informou ainda que os estudos de avaliação e de engenharia de pesquisa ainda exigiriam pelo menos dois anos de trabalho, tal a extensão e a profundidade da jazida descoberta. Mas não deu indicação sobre a localização exata da ocorrência.

(O Estado de S. Paulo, São Paulo/SP, 26/02/1974)

Oleaginosas na Amazônia

Em janeiro de 1962, uma missão do Instituto de Pesquisas para Óleos e Oleaginosas da França visitou Belém. Seu objetivo era estudar as possibilidades de implantar na Amazônia a cultura de oleaginosas de alto rendimento, por considerar que a região apresentava boas condições para esses cultivos.

Os técnicos da missão francesa consideravam aquele momento oportuno para a criação de um grande centro regional de exploração agrícola e industrial de oleaginosas, como já vinha sendo feito então na Colômbia. Os contatos iniciais foram estabelecidos com a SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia).

(Folha do Norte, Belém/PA, 13/01/1962)

mbia. Os contatos iniciais foram estabelecidos com a SPVEA (Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia).

(Folha do Norte, Belém/PA, 13/01/1962)

Primeira hidrelétrica

Na década de 1960 o Amapá começou a construir a primeira hidrelétrica da Amazônia, a Usina Coaracy Nunes, no rio Araguari. Grande parte dos recursos para a obra provinha dos royalties pagos pela Icomi (Indústria e Comércio de Minérios), pela extração e exportação de manganês da jazida de Serra do Navio, no então território federal (hoje Estado).

O Plano Diretor de Desenvolvimento da Amazônia para o quinquênio 1967/71 previu verbas para a construção da usina, mas o dinheiro não foi liberado, atrasando o cronograma das obras. Em 1968 o deputado Janary Nunes, da Arena do Amapá, pediu a inclusão da usina no plano estratégico de desenvolvimento do governo Costa e Silva (1968/70).

Nessa época, a exploração do manganês, iniciada em 1957, já havia proporcionado 300 milhões de dólares em divisas para o país, segundo o parlamentar.

Para que a primeira etapa da hidrelétrica, de 40 megawatts, pudesse ser concluída, seriam necessários o equivalente a US$ 26 milhões. Duas das turbinas já haviam sido adquiridas no Japão, com financiamento de longo prazo.

A casa de máquinas podia receber uma terceira turbina, elevando a capacidade da usina para 60 MW. Mas ela tinha potencialpara chegar a 100 MW numa etapa final, ou mesmo a 400 MW, com a regularização do Araguari a montante.

O consumo de energia do Amapá era então de 18 MW, sendo 10 MW em Macapá, 6 MW pelo projeto de manganês da Icomi e 2 MW pela fábrica de compensados da Brumasa. Toda a potência energética instalada na região norte era de 132 MW, de fonte termelétrica.

(Folha do Norte, Belém/PA, 06/08/1968)

Contratos de risco

 

Nos 14 anos de vigência dos contratos de risco para a exploração de petróleo (1975-1988), foram assinados 143 acordos com as 35 maiores e mais experientes empresas estrangeiras, que tiveram à sua disposição mais de 80% das bacias sedimentares brasileiras.

No período 1977-89, elas investiram 1,1 bilhão de dólares, dos quais apenas US$ 350 milhões no Brasil. A diferença destinou-se ao pagamento de equipamentos e mão de obra no exterior. No mesmo período, a Petrobrás aplicou US$ 26 bilhões, ou quase 80 vezes mais.

As multinacionais perfuraram 205 poços, contra 9.770 concluídos pela Petrobrás. Apenas uma das companhias estrangeiras conseguiu fazer uma descoberta: a Pecten chegou a uma pequena ocorrência de gás na bacia de Santos.

No mesmo período, a Petrobrás mais do que quadruplicou a produção brasileira de óleo e gás equivalente, elevando-a de 169 mil barris diários em 1975 para 700 mil barris em 1989. De uma produção própria que representava 17% das suas necessidades de petróleo, o Brasil passou para quase 60% em 1995.

Em 1979, quando o preço do barril de petróleo chegou a custar 52 dólares, o Brasil gastou quase metade da sua receita de exportação comprando óleo (US$ 10 bilhões). Em 1994 as importações de petróleo representaram 5% da receita de exportação.

(Folha de S. Paulo, São Paulo/SP, 18/04/1995)