Alunorte: US$ 800 milhões

O projeto da Alunorte foi reavaliado pela CVRD em 806 milhões de dólares, dos quais US$ 270 milhões tinham sido aplicados até 1990. Desse total, o BNDES havia emprestado US$ 120 milhões. A Alunorte, localizada em Barcarena, a 40 quilômetros em linha reta de Belém, foi projetada para produzir 1,1 milhão de toneladas, dos quais 670 mil toneladas de alumina para a Albrás e 100 mil toneladas para a Valesul, no Rio de Janeiro, ficando o restante com os sócios.

Fonte: Jornal da Vale (RJ), 01-10-1990

Albrás conclui 1ª fase

Em dezembro de 1986, a Albrás concluiu a implantação da primeira etapa de sua fábrica de alumínio, localizada às proximidades de Belém, no Pará, com capacidade nominal para produzir 160 mil toneladas anuais de metal. Foram ligadas as duas últimas cubas de redução, fato comemorado com um “forró” na Vila dos Cabanos e a dispensa do ponto para os funcionários que não estivessem trabalhando na linha de redução naquele dia 12 de dezembro.

Fonte : O Liberal (Belém), 09-11-1990

Alumar aumenta produção

Em 1989, a Alumar, instalada em São Luís, no Maranhão, iniciou um programa de investimento de US$ 270 milhões para elevar sua capacidade de produção de alumínio primário de 245 mil para 328 mil toneladas/ano. Os custos desse investimento seriam integralmente cobertos pela Billiton Metais, subsidiária da Shell, que, assim, elevaria sua participação societária a 44% do capital.

Com a expansão, a Alumar se tornaria a maior indústria de alumínio do Brasil e uma das maiores do mundo. Dos 235 mil toneladas que produziu em 1988, a Alumar exportou 150 mil toneladas, que lhe permitiram faturar US$ 340 milhões em divisas.

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP), 18-08-1989

Albrás: US$ 625 milhões

Em maio de 1988, a Albrás iniciou a implantação da Fase II da sua fábrica de alumínio em Barcarena, às proximidades de Belém, no Pará, para dobrar a produção, de 160 mil para 320 mil toneladas. O orçamento da expansão era de US$ 625 milhões, 30% dos quais provenientes dos dois sócios (a Companhia Vale do Rio Doce, com 51%, e o consórcio japonês NAAC, com 49%) e os outros 70% do BNDES.

Fonte : Gazeta Mercantil (SP), 18-05-1988

Alumina no Maranhão

Em 29 de setembro de 1981, a Alcoa e a Billiton Metais, uma subsidiária da Shell, formaram o Consórcio de Alumínio do Maranhão, também denominado Consórcio Alumar. A Alcoa ficou com 60% das ações e a Billiton com 40%.

As duas empresas iniciaram o que então era o maior investimento privado do país, no valor de 1,4 bilhão de dólares, para a produção inicial de 500 mil toneladas de alumina, com possibilidade de expansão até três milhões de toneladas, e 100 mil toneladas de alumínio, com ampliação até 300 mil toneladas, em São Luís.

Em agosto de 1981, a Alcoa Mineração concluiu a compra das jazidas de bauxita da Mineração Santa Patrícia, num total de 250 milhões de toneladas de bauxita lavada e seca, na região do Trombetas, no Pará. Em 1981, a Billiton se associou também à mineração.

Fonte : Gazeta Mercantil (SP), 30-04-1982

O grande blecaute de Tucuruí

No dia 8 de março de 1991 ocorreu um acidente na linha de transmissão de energia da hidrelétrica de Tucuruí para Belém, no Pará, provocando um blecaute que durou 12 horas. A região atingida por esse acidente, provocado pelo rompimento de uma peça metálica de sustentação da linha, devido a fadiga mecânica, possuía então quatro milhões de habitantes.

O maior prejuízo foi causado à fábrica de alumínio da Albrás, em Barcarena, atingida pelo mais grave acidente já sofrido por uma indústria de alumínio em todo o mundo causado pela falta de energia. Os 846 fornos das quatro reduções da fábrica pararam e só voltaram a operar lentamente.

Nessa época, a fábrica tinha começado a produzir nove mil toneladas diárias de alumínio com teor acima de 99,8%. Ela pagava, então, sete milhões de dólares mensais de conta de energia à Eletronorte.

Fonte : A Província do Pará (Belém), 21-03-1991

O estanho da Amazônia

O Brasil se tornou o maior produtor de estanho do mundo a partir do momento em que entraram em operação as minas do Pitinga, no Estado do Amazonas, e Bom Futuro, em Rondônia. Os depósitos de cassiterita de Bom Futuro foram descobertos por madeireiros em 1986. A corrida chegou a mobilizar 45 mil garimpeiros, atraídos pelo elevadíssimo teor de estanho, extraído na superfície da terra.

A cota brasileira estabelecida pela Associação dos Países Produtores de Estanho (ATPC) foi elevada em 11% em 1988, atingindo 29.500 toneladas, apenas ligeiramente inferior à da Malásia, principal exportador de estanho do mundo.

Mas a produção crescia ainda mais e o governo forçou as principais empresas do setor, como a Paranapanema (dona da mina do Pitinga) e a Rhône-Poulene (grupo químico de controle estatal francês, que possuía três minas de cassiterita no Brasil), a comprar minério do garimpo.

Fonte: Gazeta Mercantil (SP), 19-03-1992