Pistoleiros de Josélio

Em 1995, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará acusou o fazendeiro capixaba Josélio Barros Carneiro de utilizar pelo menos uma de suas duas fazendas, às proximidades da rodovia Belém-Brasília, para encobrir assassinatos cometidos por pistoleiros a seu mando. Em uma dessas fazendas o delegado João Moraes, da Polícia Civil, encontrou várias ossadas.

O principal pistoleiro seria o mineiro Aldércio Nunes Leite, procurado em seu Estado de origem por vários crimes, entre os quais a matança de cinco pessoas, em 1990, que ficou conhecido como a chacina de Marcancheta.

Aldércio fugiu para o Pará, sendo contratado por Josélio, juntamente com outro pistoleiro, conhecido como Raí. Eles teriam praticado vários assassinatos nos municípios de Dom Eliseu e Rondon do Pará, onde ficam as fazendas Techagaú e Nova Délhi, de Josélio.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 06/07/1995

Fazendeiro é morto

O fazendeiro Tarley Andrade e seu empregado, João Gonçalves, foram mortos no dia 19 de dezembro de 1986, durante um confronto com posseiros, na fazenda Forkilha, em Santana do Araguaia, no sul do Pará. Houve tiroteio, do qual teriam participado três pistoleiros: Errol Flyn, Nélio e Paraguaio. O lavrador Raimundo Modesto foi o primeiro a ser baleado, com tiros de cartucheira disparados por Tarley. Mas conseguiu escapar e foi transferido, preso, para Belém.

FONTE: O Liberal (Belém/PA), 03/01/1987

Assassinato de João Batista

Em dezembro de 1990, o fazendeiro e comerciante Jeová de Souza Campos, acusado de ser um dos mandantes do assassinato do deputado João Carlos Batista, do PSB do Pará, foi morto. O assassino era um dos quatro passageiros de um automóvel Gol. No intervalo de quatro horas, o carro esteve duas vezes na Fazenda Santa Helena, de Jeová, no município de Capanema.

Aparentemente, o criminoso era amigo do fazendeiro, que o recebeu com um copo de  cerveja e com ele conversou. Antes de ser morto com seis tiros, desferidos à queima-roupa, Jeová pediu uma caneta a um vaqueiro. Nesse dia ele teria preenchido um cheque de 10 mil cruzeiros.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 27/12/1990

Posseiros matam pistoleiro

Em dezembro de 1986, uma tropa da Polícia Militar deu cobertura a uma ação de despejo executada por um falso oficial de justiça, em Marabá, no Pará. O mandado de reintegração de posse foi conseguido pelos proprietários das fazendas Água Fria e Pedra Furada, José Batista Veloso e Jarbas Alves da Silva, contra 54 posseiros, mas quase 300 famílias foram desalojadas com a utilização de violência, que resultou na destruição de suas casas e perda de benfeitorias.

O falso oficial de justiça Alan de Jesus era, na verdade, funcionário no escritório do advogado dos fazendeiros. No retorno ao povoado de Eldorado, a 10 quilômetros de Marabá, os lavradores mataram o pistoleiro Wanderley Marques da Silva, mais conhecido como Valtinho, que havia sido preso e foi solto logo em seguida. Ele teria comandado as violências.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 29/12/1986

Conflito de terras no Maranhão

Um grave conflito de terra ocorreu em agosto de 1987 na região de Buriticupu, município de Monção, na Pré-Amazônia Maranhense. De um lado, 108 jagunços contratados pelos proprietários de nove fazendas, espalhadas sobre uma área de 35 mil hectares, também ocupada por 400 famílias de lavradores, que se armaram para resistir aos agressores. A área já estava em processo de desapropriação pelo Ministério da Reforma Agrária, mas sem conclusão.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 07/08/1987

Fazendeiro usa pistoleiros

Em 1995, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará acusou o fazendeiro capixaba Josélio Barros Carneiro de utilizar pelo menos uma de suas duas fazendas, às proximidades da rodovia Belém-Brasília, para encobrir assassinatos cometidos por pistoleiros a seu mando. Em uma dessas fazendas o delegado João Moraes, da polícia civil, encontrou várias ossadas.

O principal pistoleiro seria o mineiro Aldércio Nunes Leite, procurado em seu Estado de origem por vários crimes, entre os quais a matança de cinco pessoas, em 1990, que ficou conhecido como a chacina de Marcancheta.

Aldércio fugiu para o Pará, sendo contratado por Josélio, juntamente com outro pistoleiro, conhecido como Raí. Eles teriam praticado vários assassinatos nos municípios de Dom Eliseu e Rondon do Pará, onde ficam as fazendas Techagaú e Nova Délhi, de Josélio.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 06/07/1995

Morte de Uliana

Um pistoleiro matou o fazendeiro Elias Uliana com seis tiros em frente à agência do Bradesco, em Xinguara, no Pará, em junho de 1980. Sem se preocupar em ser identificado nem temer ser detido, o pistoleiro descarregou seu revólver em Uliana, que era um dos proprietários da Fazenda Reunida Gurupi, em Paragominas, e de uma serraria em Xinguara. Era nela que então se encontrava, tentando identificar os 10 mil metros de mogno que, dizia, tinham sido roubados de sua terra e estariam depositados nos pátios de madeireiras locais.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 03/06/1980