Assassino de deputado

Falando da tribuna da Câmara Municipal de Belém, em maio de 1989, o vereador Adamor Filho afirmou que o pistoleiro conhecido como Mazão fora o assassino do deputado estadual João Batista. Mazão teria sido conduzido ao local do crime pelo motorista Chico Rabim. Adamor estava praticamente endossando a versão apresentada pelo pistoleiro Péricles, apontado pela polícia como o autor da morte de Batista.

Fonte: A Província do Pará (Belém), 05-05-1982

Preso Fonteles

Em agosto de 1979, Paulo Fonteles de Lima, advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT), foi preso em São Miguel do Guamá, no Pará, por um sargento da Polícia Militar do Estado. O advogado realizava uma reunião com lavradores de Nova Jacundá, localizada na rodovia PA-150, quando o fazendeiro Brasilino Rodrigues de Souza, com os qual os posseiros estavam em litígio, tentou entrar no local com seu advogado.

Foi então que, segundo Fonteles, apareceu um sargento da PM, juntamente com três soldados, quatro “grileiros” e seis pistoleiros, tentando forçar a abertura da reunião. Ao tentar impedir o ingresso do grupo, Paulo foi preso e permaneceu detido durante uma hora e meia na delegacia, até ser liberado.

Fonte : A Província do Pará (Belém), 16-08-1979

Assassinato de Uliana

O fazendeiro Elias Uliana foi assassinado por um pistoleiro desconhecido, com quatro tiros, em junho de 1980, quando saía de uma agência bancária em Xinguara, no sul do Pará. A morte foi associada a uma vingança pela execução, uma semana antes, do sindicalista Raimundo Ferreira Lima, o Gringo. Mas também as suspeições foram associadas a uma disputa entre madeireiros porque alguns dias antes Uliana denunciou o roubo de 10 mil metros cúbicos de mogno de sua propriedade.

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP), 04-06-1980

Pistoleiros de Josélio

Em 1995, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará acusou o fazendeiro capixaba Josélio Barros Carneiro de utilizar pelo menos uma de suas duas fazendas, às proximidades da rodovia Belém-Brasília, para encobrir assassinatos cometidos por pistoleiros a seu mando. Em uma dessas fazendas o delegado João Moraes, da Polícia Civil, encontrou várias ossadas.

O principal pistoleiro seria o mineiro Aldércio Nunes Leite, procurado em seu Estado de origem por vários crimes, entre os quais a matança de cinco pessoas, em 1990, que ficou conhecido como a chacina de Marcancheta.

Aldércio fugiu para o Pará, sendo contratado por Josélio, juntamente com outro pistoleiro, conhecido como Raí. Eles teriam praticado vários assassinatos nos municípios de Dom Eliseu e Rondon do Pará, onde ficam as fazendas Techagaú e Nova Délhi, de Josélio.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 06/07/1995

Fazendeiro é morto

O fazendeiro Tarley Andrade e seu empregado, João Gonçalves, foram mortos no dia 19 de dezembro de 1986, durante um confronto com posseiros, na fazenda Forkilha, em Santana do Araguaia, no sul do Pará. Houve tiroteio, do qual teriam participado três pistoleiros: Errol Flyn, Nélio e Paraguaio. O lavrador Raimundo Modesto foi o primeiro a ser baleado, com tiros de cartucheira disparados por Tarley. Mas conseguiu escapar e foi transferido, preso, para Belém.

FONTE: O Liberal (Belém/PA), 03/01/1987

Assassinato de João Batista

Em dezembro de 1990, o fazendeiro e comerciante Jeová de Souza Campos, acusado de ser um dos mandantes do assassinato do deputado João Carlos Batista, do PSB do Pará, foi morto. O assassino era um dos quatro passageiros de um automóvel Gol. No intervalo de quatro horas, o carro esteve duas vezes na Fazenda Santa Helena, de Jeová, no município de Capanema.

Aparentemente, o criminoso era amigo do fazendeiro, que o recebeu com um copo de  cerveja e com ele conversou. Antes de ser morto com seis tiros, desferidos à queima-roupa, Jeová pediu uma caneta a um vaqueiro. Nesse dia ele teria preenchido um cheque de 10 mil cruzeiros.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 27/12/1990

Posseiros matam pistoleiro

Em dezembro de 1986, uma tropa da Polícia Militar deu cobertura a uma ação de despejo executada por um falso oficial de justiça, em Marabá, no Pará. O mandado de reintegração de posse foi conseguido pelos proprietários das fazendas Água Fria e Pedra Furada, José Batista Veloso e Jarbas Alves da Silva, contra 54 posseiros, mas quase 300 famílias foram desalojadas com a utilização de violência, que resultou na destruição de suas casas e perda de benfeitorias.

O falso oficial de justiça Alan de Jesus era, na verdade, funcionário no escritório do advogado dos fazendeiros. No retorno ao povoado de Eldorado, a 10 quilômetros de Marabá, os lavradores mataram o pistoleiro Wanderley Marques da Silva, mais conhecido como Valtinho, que havia sido preso e foi solto logo em seguida. Ele teria comandado as violências.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 29/12/1986