Os matadores de Chico Mendes

Em fevereiro de 1992. a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre anulou, por dois votos contra um, o julgamento do Tribunal do Júri de Xapuri, que condenou o fazendeiro Darli Alves da Silva a 19 anos de prisão por ter sido o mandante da morte do ecologista e líder seringueiro Chico Mendes. Dois desembargadores consideraram que os jurados de Xapuri tomaram uma decisão “manifestamente contrária à prova dos autos”, o único argumento que permite anular uma decisão do Tribunal do Júri e fazer realizar nova sessão. Os três desembargadores da câmara decidiram manter a pena de 19 anos de cadeia para Darci Alves da Silva, filho de Darli, que confessou ter atirado em Chico Mendes e que já cumpria mais 12 anos de prisão por outro assassinato.

Jornal do Brasil (RJ), 29-02-1992

Americanos intercedem

Em julho de 1988, 38 senadores dos Estados Unidos, liderados pelo presidente da Comissão de Energia e Recursos Naturais, Dale Rumpers, encaminharam à Frente Nacional de Ação Ecológica, que funcionava junto à Assembleia Nacional Constituinte brasileira, um apelo para que o governo do Brasil ratificasse o quanto antes o Protocolo de Montreal e a Convenção de Viena, visando reduzir o uso das substâncias destruidoras da camada de ozônio na atmosfera. Se essa camada mantivesse o ritmo de destruição que foi observado nos anos mais recentes, o Sudeste e o Centro-Oeste dos Estados Unidos continuariam sofrendo secas ou ondas de calor capazes de arruinar as principais safras agrícolas do país.
Fonte : Jornal da Tarde (SP), 08-07-1988

Áreas de queimadas

Junho é o mês em que mais queimadas ocorrem na Amazônia. Em junho de 1991, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 5.687 focos de fogo na região. Em 1992, os incêndios em junho somaram 5.363. Foram 6.635 em 1993, 1.856 em 1994 e 5.974 em 1995.

As queimadas em 1995 ocorreram com maior intensidade junto à Chapada dos Parecis, onde tem início a BR-364, em Mato Grosso; e na Serra Geral e Chapada das Mangabeiras, no Estado do Tocantins.

A surpresa nesse ano foi o aparecimento de queimadas ao longo do rio Amazonas, desde Tefé até a foz, com destaque para a boca do rio Tocantins, no Pará, áreas nas quais as queimadas só ocorriam entre setembro e outubro, quando a vegetação fica mais seca. A antecipação do fogo nessa área preocupou os técnicos.

Fonte: Diário do Pará (Belém/PA), 01/07/1995