Seringueiros mortos

Segundo levantamento do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia, 150 seringueiros foram mortos no Acre entre as décadas de 1970 e 80. A violência só se tornou mais conhecida com o assassinato de Chico Mendes.

Apesar de todo o impacto internacional que ela provocou, entretanto, os crimes prosseguiram: outros três dirigentes sindicais do Acre foram mortos nos meses seguintes. Para se fortalecer, os seringueiros se uniram aos índios da Aliança dos Povos da Floresta.

(Jornal do Brasil, Rio de Janeiro/RJ, 15/02/1990)

Morte de líder sindical

Cerca de cinco mil pessoas participaram, em março de 1991, em Rio Maria, no sul do Pará, de um ato público de repúdio à impunidade de pistoleiros e mandantes de crimes de encomenda na região. A manifestação foi convocada por diversos sindicatos de trabalhadores rurais, entidades de direitos humanos, partidos políticos e por setores da Igreja católica, motivados pelo assassinato do líder sindical Expedito Ribeiro de Souza. Entre os presentes, os senadores Almir Gabriel, do PSDB, e Eduardo Suplicy, do PT.

(O Liberal, Belém/PA, 14/03/1991)